Simões quer diminuir a dependência de Zema na campanha
- há 4 dias
- 3 min de leitura
A pré-campanha a governador de Mateus Simões (PSD) concluiu que não terá como se desvincular do ex-governador Romeu Zema (Novo), mas vai tentar encontrar o próprio caminho. Zema tem sido tóxico para o pré-candidato diante do voo solo anti-sistema praticado na pré-candidatura presidencial dele.

Zema e Simões, foto Daniel Protzner/ALMG
O ex-governador age por conta própria e não conversa com seu grupo político para discutir os acertos e riscos de suas decisões. Depois de confrontar o STF, Zema rompeu com a família Bolsonaro, fechando as portas para que Simões se beneficiasse do eleitorado mais à direita.
As ligações entre Zema e Simões lembram as de Aécio Neves e Anastasia e não há como desvinculá-las. Ainda assim, o atual governador vai buscar “luz própria”. Ao contrário de Zema e do Novo, Simões iniciou sua vida política no PSDB, onde aprendeu a fazer o jogo político. No campo das alianças, marcou ponto com a regional do União Brasil ao vencer uma das últimas resistências no Sul de Minas. Além disso, tem outro desafio que é pacificar a disputa interna ao Senado sob sua chapa.
Gol de Michelle na Copa
Michelle Bolsonaro colocou seu nome entre os goleadores dessa Copa do Mundo. A ex-primeira-dama conseguiu furar a bolha do futebol e recolocar a disputa eleitoral no centro das atenções ao declarar guerra a ninguém menos do que a família do próprio marido. Ela pode até não conseguir seu objetivo maior de ocupar a vaga de filho 01 na disputa presidencial, mas está marcando posição. Seu plano B é eleger uma bancada federal aliada, projeto para o qual já conta com o apoio do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Com a bola em jogo, a repercussão ainda é pequena, mas, após a Copa, vem chumbo grosso aí.
AMM contra pautas-bomba
Prefeitos mineiros, uni-vos! Esse é o espírito da mensagem que o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Lucas Vieira, enviou a todos os 853 prefeitos do estado. No texto, ele reforçou a convocação da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) para que todos estejam em Brasília nos próximos dias 7 e 8 de julho. A mobilização tem o objetivo de desarmar as pautas-bomba do Congresso Nacional, que criam despesas para as cidades sem a devida contrapartida de receita. Para isso, querem a aprovação de PEC que dá legitimidade à CNM de recorrer ao STF contra o abuso. “Por possuir o maior número de municípios do país, Minas é peça-chave nessa articulação”, sustentou Vieira, que também é prefeito de Iguatama (Centro-Oeste).
Biênio de paz no TJMG
Tomou posse, nesta quarta (1), o novo presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Vicente de Oliveira Silva, ao próximo biênio (2026/2028). A previsão entre os magistrados e magistradas e servidores é que a gestão será de continuidade à do antecessor, Luiz Carlos Corrêa Jr. As expressões mais ouvidas foram “paz, conciliação e diálogo”. “Vai diminuir a tensão entre os grupos políticos”, observou um desembargador. O presidente do Sindicato dos Servidores do Judiciário de 2ª Instância (Sinjus), Felipe Rodrigues, concordou com a avaliação. “Não irá entregar tudo que reivindicamos, mas continuaremos sendo tratados com diálogo e respeito ”, disse o dirigente, anotando que o atual presidente foi servidor federal.
75 anos da ENM
O Senado Federal realizou, na terça (30), sessão especial em homenagem aos 75 anos da Escola Nacional da Magistratura (ENM). O evento foi presidido pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD/MG), que evidenciou a relevância da instituição para o ensino e debate jurídico. Desde 51, quando foi criada, a ENM teve intensa presença mineira em sua direção pela vocação da magistratura estadual em torno da formação continuada. “Formação de magistrado é política pública, é investimento em segurança jurídica”, argumentou o diretor-presidente da Escola e ex-presidente do TJMG, desembargador Nelson Missias de Morais.































Comentários