Livro faz revisão histórica e desconstrói o mito JK
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O período presidencial de Juscelino Kubitschek é frequentemente lembrado na história brasileira como uma era de ouro, marcada pelo otimismo, pela construção de Brasília e pelo crescimento acelerado. No entanto, um novo livro escrito por Antônio Claret Jr. e Lucas Berlanza propõe uma profunda e necessária revisão desse panorama. A obra “Juscelino - uma crítica ao desenvolvimentismo” será lançada nesta quarta (17), a partir das 19h, na Livraria Leitura (shopping Diamond Mall), em Belo Horizonte.

Memorial JK homenageia o ex-presidente em Brasília, foto Fábio Rodrigues Pozzembom/ABr
Segundo os autores, a trajetória pública de Juscelino foi fortemente marcada pela preponderância dos interesses políticos e das relações pessoais sobre a defesa de valores consolidados. Embora o nacional-desenvolvimentismo tenha sido a força propulsora de grandes obras e geração de empregos na época, a análise defende que o modelo funcionou como uma semente para os problemas fiscais e estruturais que o país enfrenta na atualidade.
Os Três Grandes Males
A obra detalha como a herança interventora de JK moldou a máquina pública em três pilares prejudiciais ao livre mercado: (1) Sufocamento do Mercado, onde o Estado assumiu o papel de indutor do crescimento, o que estimulou o setor privado a buscar favores governamentais em vez de focar na competitividade, perpetuando o corporativismo, o clientelismo e o patrimonialismo. (2) Protecionismo Excessivo, em que a distribuição de benefícios estatais retirou o estímulo para que as empresas nacionais competissem globalmente, desincentivando a exportação de produtos com maior valor agregado. E, o terceiro ponto que trata da Cultura Inflacionária, em que o descaso com a responsabilidade fiscal gerou uma tolerância crônica com a inflação - um problema que o país só conseguiu controlar décadas depois, com o Plano Real em 1994.
Uma Âncora no Crescimento Atual
Com abordagem provocativa e fundamentada na liberdade econômica, o livro demonstra como a máquina estatal brasileira, que hoje extrai cerca de 35% do PIB, continua engessada por uma mentalidade antimercado, herdada daquela época. Na visão dos autores, essa estrutura sabota o empreendedorismo, gera insegurança jurídica e enfraquece o mérito e o talento individual.
O lançamento surge como uma leitura indispensável para economistas, historiadores e cidadãos interessados em entender por que o Brasil ainda convive com um Estado considerado caro e ineficiente, funcionando como uma "âncora pesada" que limita o crescimento, desenvolvimento e competitividade do país no cenário global.



































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