Lula se irrita e cobra: o que deu no PT de Minas?
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Em conversa com um ministro, o presidente Lula manifestou irritação e perplexidade com a falta de atitude e de projeto de seu partido em Minas para as eleições estaduais. A reação do líder petista refere-se à falta de criatividade e de iniciativa dos petistas mineiros, que permanecem refém das orientações dele. Apesar de ter o presidente da República, a regional não se preparou para apresentar alternativa competitiva na disputa para governador. Omitiu-se e se curvou à onipotência de Lula e aos ataques dos rivais.

Lula se queixa da leniência de seu partido em Minas, foto Paulo Pinto, agênica PT
Parece que os petistas mineiros introjetaram a crítica do ex-governador Romeu Zema (Novo), que passou sete anos colocando a culpa de tudo no antecessor, Fernando Pimentel (PT). E mais, provocando todo o partido ao dizer que, em Minas, “PT nunca mais”. O que fizeram? Não reagiram e evitaram disputar as eleições, colocando a cara a tapa. Perderam a oportunidade de fazer a própria defesa e de reafirmar suas crenças. Pior: ninguém quer correr riscos de perder mandatos conquistados há mais de quatro eleições.
A ex-prefeita de Contagem Marília Campos comunicou à direção partidária, há um ano, que disputaria o Senado e não o governo de Minas. Até a semana passada, ainda desorientados, a pressionaram para mudar de ideia. Esqueceram até dos maus-tratos da tesouraria do partido com as candidaturas femininas, como as de Marília e Margarida Salomão, em Juiz de Fora, em 2024.
Se querem candidatura própria, prevalecendo essa tese, o melhor nome seria aquele que trabalhasse a desconstrução do adversário na falta de projeto de poder.
Mortadelas de Simões
De pavio curto, o governador Mateus Simões (PSD) criticou 16 famílias do bairro Nova Gameleira (Oeste), na sexta-feira (3), que protestavam contra as desapropriações nas obras do metrô de BH. “Eu sei bem quem paga a mortadela de vocês, fiquem tranquilos”, debochou o pré-candidato a governador. Há sempre alguém pagando a mortadela de outro, já que não tem almoço de graça. A empresa aliada do governo, Localiza, por exemplo, recebeu da gestão Zema, de presente, uma milionária isenção fiscal.
Presidência da Assembleia
Após a eleição da deputada Ione Pinheiro (União) à última vaga de conselheira do Tribunal de Contas na cota da Assembleia Legislativa, na próxima semana, começa outra corrida sucessória. Desta vez, a disputa será pelo comando da própria Assembleia Legislativa. O atual presidente da Casa, Tadeu Leite (MDB), também foi eleito conselheiro e, antes de assumir no TCE, vai conduzir a eleição do sucessor, prevista para fevereiro. De acordo com a bolsa de apostas, o candidato dele deverá ser um de seus principais aliados e, como ele, da nova geração política, o deputado Doorgal Andrada (PP). Habituado a buscar o consenso, Tadeuzinho terá que demover as eventuais pré-candidaturas de João Magalhães e Gustavo Valadares (ambos do PSD) e Ulysses Gomes (PT).
Família Nikolas
Uma das maiores lideranças do PL mineiro, o deputado federal Nikolas Ferreira busca repetir a fórmula do ex-deputado Marcelo Aro (PP) e eleger uma bancada de aliados federais. Nikolas quer formar uma família e ter aliados fiéis em todas as regiões do estado, mas não se preocupou o suficiente para eleger aliados na Assembleia Legislativa.
Eleições em foco
Sem esperar o fim da Copa do Mundo, a Associação Mineira de Municípios (AMM) e a Associação dos Oficiais da PM e dos BM se antecipam à definição do quadro e abrem o debate eleitoral. O presidente da AMM, Lucas Vieira, lança e apresenta, nesta segunda (6), o podcast Café, Queijo e Prosa. Na primeira etapa, recebe os pré-candidatos ao Senado. Já a dos oficiais militares receberá, separadamente, em seu café e bate-papo, os pré-candidatos a governador.
Respostas da PM
Não houve tempo de evitar um assassinato, uma execução em plena luz dia, na feirinha de artesanato da Avenida Silva Lobo (Oeste de BH), que reunia familiares e crianças. No dia 27 de junho, por volta das 12h, uma dupla saltou de uma moto e desferiu disparos mortais sobre um suspeito de outro assassinato. O ataque ocorreu minutos depois que a vítima postou foto sua nas redes sociais tomando umas. Uma semana depois, a PM atendeu a um pedido feito pelo prefeito de BH, Álvaro Damião, há mais de um mês, de deixar, em alguns pontos da cidade, viaturas com o giroflex ligado, sem, necessariamente, ter a presença policial.
Respostas da PM 2
Nesse sábado (4), a PM, não só colocou viaturas no local, como aumentou o policiamento presencial. Havia lá mais de 30, a maioria armada com instrumentos musicais, executando sucessos do cancioneiro nacional. Foi uma forma inteligente da PM de sinalizar que o local e o ambiente eram seguros e que o episódio criminoso teria sido algo fora da curva. A Guarda Municipal também atendeu aos apelos do prefeito e compareceu. Tudo somado, as forças de segurança deram respostas, ainda que tardias, ao desacato à sociedade e às autoridades. O crime ocorreu entre duas unidades policiais, a menos de 500 metros da Guarda Municipal e a menos de 800 metros de outra da Polícia Militar. A resposta contempla também uma terceira demanda, já que o chefe da segurança pública vai disputar a reeleição para governador.































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