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Parceria inédita CDL/BDMG oferece crédito exclusivo para MPE

  • há 4 horas
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Uma semana depois que o Banco Central reduziu, no dia 17/06, a taxa de juros para 14,25%, a CDL/BH abriu linha de crédito para micro e pequenos empreendedores associados. Por meio de parceria inédita, eles passam a contar empréstimo exclusivo, com taxas reduzidas, do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).

Na quarta (24/6), a Câmara de Dirigentes Lojistas de BH formalizou convênio, com taxas a partir de 0,37% ao mês + Selic para empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.

Presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, e o presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto/ Divulgação CDL/BH


As condições incluem até um ano de carência, prazo de até 48 meses para pagamento e tarifa reduzida na operação. A oferta, por tempo limitado, contempla linhas de capital de giro destinadas à ampliação de estoques, reformas, contratação de funcionários, quitação de dívidas e outros projetos voltados ao fortalecimento dos negócios.


Para o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, o acesso ao crédito em condições especiais amplia as oportunidades de investimento e contribui para a competitividade empresarial. “Com taxas mais baixas e prazos mais flexíveis, micro e pequenos empreendedores terão uma chance real de investir, aumentar a produtividade e melhorar o faturamento”, previu.


Segundo o presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto, a iniciativa busca fortalecer empreendimentos responsáveis por grande parte dos empregos formais da capital e do Estado. “É uma linha de crédito muito competitiva para os micro e pequenos empreendedores”, garantiu.


Queda de juros alivia


Na avaliação do presidente da CDL, a decisão do Copom (Banco Central) de reduzir a taxa da Selic representa passo importante para o comércio, mesmo considerando que o cenário ainda exige cautela.

Para Souza e Silva, a queda dos juros alivia o capital de giro para o empresariado e abre espaço para planejamento de médio prazo, mas não se pode descuidar da gestão financeira. “O ciclo de cortes de juros precisa ser contínuo e sustentável, para que o setor recupere plenamente o fôlego. Aguardamos ações complementares que garantam previsibilidade ao empreendedor e estímulo à atividade produtiva”, apontou o presidente da CDL/BH.


Segundo o dirigente, os efeitos mais imediatos da redução dos juros tendem a ser percebidos nas vendas a prazo e nas condições de crédito ao consumidor. Em sua avaliação, a redução dos juros tende a ampliar a confiança dos consumidores para parcelar compras de maior valor, como eletrodomésticos, móveis e eletrônicos, segmentos que estão sob pressão desde o fim de 2024, quando o Banco Central iniciou o ciclo de aperto monetário. “Apesar do nível alto de endividamento, a perspectiva de juros menores ajuda na recomposição do orçamento e reduz a inadimplência ao longo do tempo”, disse.

 

 

 
 
 

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