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Zema cresce como outsider e discurso antissistema e anti-STF

  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

As próximas pesquisas previstas, a serem divulgadas no próximo dia 30, já deverão identificar o crescimento do pré-candidato presidencial Romeu Zema (Novo). O avanço foi obra do dublê de ‘marqueteiro’ e ministro do STF, Gilmar Mendes, que deu discurso e palanque ao mineiro. Mais preparado e de ‘saber jurídico notável’, Gilmar Mendes, além de dar visibilidade a Zema, foi levado por ele a tropeços e até a pedir desculpas públicas.

Dos nomes da direita, Zema fica isolado nos ataques sistemáticos ao STF, foto redes sociais


Nesse momento, o ex-governador está contando as milhares de curtidas obtidas em suas redes sociais e repercussão no meio político. O próprio ministro saiu a consultar especialistas para saber se mantém o embate ou se recolhe ao decoro da postura ministerial. Zema, ao contrário, torce para que Gilmar lhe dê mais oportunidades nesse debate público que o transformou no principal assunto da semana política e nas redes sociais.


Os reais marqueteiros de Zema o colocaram no caminho certo da exposição, confrontando aqueles que, no momento, estão pagando a conta pelas mazelas do país. O presidenciável não pensou duas vezes e até deixou de lado os ataques ao presidente Lula e seu partido, o PT.


Sem os recursos tradicionais de campanha, como tempo de TV e rádio eleitoral e fundo partidário, Zema faz seu horário eleitoral antecipado nas redes sociais e, no mundo real, em eventos. Ele quer repetir o modelo outsider, perfil político exitoso em 2018, surgido no auge do lavajatismo (populismo judicial que usa o direito com fins políticos - o chamado lawfare). Outsider configura personagem candidato que é antissistema, hoje representado pela Suprema Corte.


Estilo vitorioso em 2018


Naquele ano, Zema e a turma que adotou o protótipo venceu a eleição. Gilmar Mendes colocou Zema no jogo e com esse estilo. Uma pré-campanha e campanha são marcadas por movimentos de onda. A de agora, é do presidenciável do Novo. No quadro atual, dos pré-candidatos mais competitivos, Zema deverá passar o concorrente do PSD, Ronaldo Caiado (ex-governador goiano), já na próxima pesquisa. E mais, tirando votos até do pré-candidato do PL bolsonarista, Flávio Bolsonaro. Como disse o próprio Zema, ele é o único pré-candidato que “tem coragem de enfrentar o STF”.


“Bolsonaros fujões”


O que ele quer é ser visto como competitivo no campo da direita, que anda estranhando o silêncio dos outros e deixando-se atrair pelo mineiro. “Quem deveria estar brigando com o STF são os bolsonaristas raiz. Se Alexandre de Moraes e o STF estão sob suspeição, por que Flávio Bolsonaro está emudecido?”, é o que manifestam nas pesquisas qualitativas, desconfiados, os bolsonaristas. As mesmas sondagens apontam que, cresce entre eles, a impressão de que os ‘bolsonaros’ são fujões.


Quem será o vice?


As consequências dessa onda devem levar Flávio Bolsonaro a correr atrás de Zema para ser seu vice. Precisa agir rápido, porque, daqui a pouco, a direita vai querer Zema na cabeça de chapa, com Flávio de vice.


Frankenstein eleitoral


O PSD do ‘jênio’ Gilberto Kassab criou aberrações eleitorais pelo país afora. Em Minas, o pré-candidato a governador da sigla, Mateus Simões, apoia o presidenciável Zema, do Novo, e sonha em ficar no mesmo palanque do bolsonarista Flávio (PL). No Rio, o pré-candidato a governador, Eduardo Paes, apoia o pré-candidato à reeleição, Lula (PT). Ninguém apoia o presidenciável do PSD, situação que se repete em outros estados.


Caiado ignora as redes


Ronaldo Caiado veio a Minas, na semana passada, experimentar o constrangimento da rejeição do pré-candidato a governador de seu partido. Fora do mundo real da política, Caiado é quase nulo nas redes sociais.


TJMG: eleição polarizada


As eleições de hoje, que definirão os rumos do Tribunal de Justiça de Minas no próximo biênio, também estão polarizadas e acirradas. A disputa acontece entre os grupos de ex-presidentes e o do atual presidente, Correa Jr. Para o cargo de presidente, são candidatos os desembargadores Maurício Soares (ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas) e Vicente de Oliveira Silva, atual superintendente administrativo-adjunto do TJMG. A alta direção é ainda composta pelos cargos de 1º, 2º e 3º vice-presidentes e corregedor(a)-geral de Justiça. Em todos esses cargos, reflete-se a mesma polarização, com candidatos de ambos os grupos. Além deles, outros 20 desembargadores disputam cargos do Órgão Especial e do Conselho da Magistratura.


AMM: política de resultados


Em sua estreia, o novo presidente da Associação Mineira de Municípios, Lucas Vieira, inaugurou a política de resultados. Na primeira negociação, ele garantiu a antecipação de R$ 350 milhões da Copasa para os municípios. Junto disso, empurrou para 2029 a cobrança das tarifas de esgoto, um alívio direto no bolso da população. Considerando irreversível a privatização da estatal, Lucas optou pelo pragmatismo. Em vez de confrontar o inevitável, reposicionou os municípios na mesa de decisões. A Copasa também sai ganhando. Amplia o prazo de concessão até 2073 e neutraliza a principal oposição à privatização - que são os prefeitos, seus maiores.


 
 
 

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