Servidores mandam recados para a gestão Cleitinho
O futuro governador Cleitinho Azevedo (Republicanos) não tem culpa, mas ficará responsável para consertar os desacertos do atual governo perante o funcionalismo. Diante disso, as lideranças dos servidores já estão mandando recados para ele e a comissão de transição para a qual não foram convidados.

Governador eleito, Cleitinho Azevedo (Republicanos)
Fisco estadual
“Associação dos Funcionários Fiscais do Estado de Minas Gerais (Affemg) espera que o novo governo estadual fortaleça a Secretaria de Estado de Fazenda (SEF-MG), em especial, a Receita Estadual, para assegurar as condições adequadas e os recursos necessários para garantir as condições de trabalho e remuneração atualizada aos servidores públicos e promover os investimentos em políticas públicas essenciais à população mineira, como saúde, segurança e educação.
O fortalecimento da Secretaria de Fazenda é especialmente urgente diante da implementação do novo sistema tributário, que começa em 2027 e exigirá capacidade técnica, estrutura e valorização dos profissionais responsáveis pela administração tributária estadual. Que o novo governo enfrente as pendências que afetam a Secretaria, com atenção especial às demandas dos Auditores Fiscais da Receita Estadual e à tramitação do PL 5.234/2026, que busca solucionar questões relacionadas à remuneração da categoria à luz do entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). A solução dessas questões é considerada fundamental para a valorização dos servidores e para a recuperação da capacidade institucional da pasta.
Outro ponto prioritário, na avaliação da presidente da Affemg, é a renegociação da dívida de Minas Gerais, na busca de alternativas que tornem o compromisso financeiro do Estado mais sustentável, preservando sua capacidade de investimento e de atendimento às necessidades da população.
Sara Felix Teixeira, diretora presidente da Affemg
“Os auditores fiscais de Minas Gerais esperam que o novo governo e inaugura um ciclo de diálogo, valorização profissional e fortalecimento da administração tributária. Essa categoria está pronta para contribuir com sua experiência e capacidade técnica para o desenvolvimento do Estado.
Defendemos o aprimoramento da arrecadação e a modernização da Secretaria de Estado de Fazenda. Para que isso se concretize, são fundamentais o avanço na reestruturação da carreira e da tabela remuneratória e a construção da lei orgânica da administração tributária.
A nossa expectativa é construir em parceria com o governo, o futuro de reconhecimento, eficiência e valorização dos auditores que trará benefício para toda a sociedade mineira”
Deliane de Oliveira, presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais (Sindifisco-MG)
Sinjus/MG
“Esperamos do governo Cleitinho que ele cumpra sua palavra durante a campanha. Considerando que ele se elegeu prometendo respeitar e valorizar o servidor público, dizendo que considerava básica a recomposição inflacionária dos salários dos servidores, esperamos que as palavras que o fizeram desempenhar tão bem nas urnas não tenham sido da boca pra fora”,
coordenador-geral do Sindicato dos Servidores da Justiça de Segunda Instância de Minas.
Trabalhadores da Educação
“O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) avalia que a experiência vivida pela escola pública nos últimos anos foi traumática e esteve sob ataque o tempo todo.
O futuro da educação em Minas Gerais ainda está sendo escrito, mas entendemos que ele passa, antes de tudo pelo diálogo permanente, pelo entendimento, valorização e respeito.
Se o que vimos até agora foi o desprezo pelos trabalhadores em educação, pelos estudantes e pelas comunidades, com a falta de investimentos e “desvios” dos recursos destinados à educação; o que esperamos e desejamos é o contrário daquilo vivido no último período de governo, cujas políticas não deram certo.
O diálogo deve ser permanente e com propostas concretas, a partir da escuta ativa de todos os envolvidos na educação pública mineira.
A rede estadual de ensino precisa ser tratada com o respeito e a seriedade que ela merece, por sua amplitude e alcance. Os recursos da educação devem ser investidos na educação pública e não transferidos a terceiros, como as Organizações da Sociedade Civil e outros entes. É preciso garantir a gestão democrática das escolas, que foi tudo o que o atual governo não fez.
Outra questão importante, entre todas as demandas e reivindicações do Sind-UTE/MG e da comunidade escolar, é o cumprimento das Metas estabelecidas no Plano Estadual de Educação (PEE). Na atual gestão, praticamente todas as Metas foram descumpridas. O novo PEE já foi elaborado e será encaminhado à Assembleia Legislativa pelo Fórum Estadual Permanente de Educação de Minas Gerais (FEPEMG). Após discussão e aprovação será entregue ao novo governo.
Para a educação pública em Minas dar certo, estas são algumas pautas que precisam estar na ordem do dia”.
Denise Romano, presidente do Sind-UTE/MG
Procuradores do Estado
“A APEMINAS recebe este novo momento de Minas Gerais com esperança e entusiasmo. Esperança de que a futura gestão traga avanços, fortaleça as instituições e valorize os servidores públicos. Entusiasmo pela oportunidade de participar, desde o período de transição, da construção de um governo comprometido com o desenvolvimento do nosso Estado e o bem-estar dos mineiros.
A carreira de procurador do Estado exerce papel essencial nesse processo, oferecendo conhecimento técnico, experiência e segurança jurídica para que os projetos da administração se transformem em ações concretas, sempre com respeito à legalidade e ao interesse público.
A APEMINAS acredita na importância dessa proximidade institucional e reafirma sua disposição para construir pontes, somar esforços e contribuir com os desafios que estão por vir. Nosso desejo é caminhar ao lado do futuro governo, com respeito, confiança e espírito de colaboração, para que Minas Gerais avance e a Advocacia Pública seja cada vez mais reconhecida por sua importância para a sociedade.
Douglas Gusmão, presidente da Associação dos Procuradores de Minas Gerais (Apeminas)
Segurança Pública
“A segurança pública de Minas Gerais espera que o futuro governador Cleitinho inaugure um novo ciclo de valorização dos profissionais e das instituições militares, com diálogo, recomposição das perdas remuneratórias, fortalecimento do sistema de proteção social, assegure a paridade e integralidade (veteranos), recomposição de efetivo e melhores condições de trabalho. Mais do que compromissos, espera-se ações concretas que reconheçam a importância da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, assegurando dignidade aos militares e suas famílias e consolidando a segurança pública como prioridade de Estado”
Cel. Ailton Cirilo, presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais – AOPMBM/MG
“A principal expectativa que temos atualmente, com o governo Cleitinho, diz respeito à revisão geral anual, porque isso foi promessa de campanha e a gente tem uma grande expectativa relacionada a isso, haja vista que ele também sinalizou que isso possa acontecer, porque somente a segurança pública não tem essa revisão geral.
A segurança pública não tem o dispositivo legal para resolver isso. Então, isso é o principal é reivindicação que nós temos.
Temos também a questão de nosso Instituto de Previdência. A nossa proteção social é um outro ponto que é muito caro para os nossos militares, principalmente no interior de Minas Gerais, que está com os convênios todos praticamente cancelados em algumas cidades.
Vice-presidente da Associação de Praças Policiais e Bombeiros Militares, Marco Antônio Bahia Silva, Sgt PM
Servidores do MP
“O povo mineiro elegeu Cleitinho na esperança de que, vindo de origem simples, de pais que acordavam cedo para trabalhar e cuidar de suas famílias, ele realmente possa governar e cuidar da esmagadora maioria da população que anseia por uma Minas Gerais justa e igual para todos: com moradia e trabalho digno; saúde e educação suficientes e de qualidade; segurança e tantos outros direitos que ainda não alcançaram quem mais precisa.
Assim como eu, os servidores do Ministério Público de Minas Gerais e o povo mineiro estão prontos para colaborar na construção de um Estado bom para todos e para cobrar que o futuro governador cumpra seus compromissos.
Que suas decisões sejam tomadas no melhor interesse do povo mineiro e que, principalmente, nós cidadãos, sejamos ouvidos e tomemos parte nas escolhas a serem feitas: “Nada para nós, sem nós! Desejo sucesso ao governador eleito!”
Fanny Melo. presidente do Sindicato dos Servidores do Ministério Público do Estado de Minas Gerais
Petroleiros mineiros
“De verdureiro a governador de Minas Gerais, gestado e consolidado nas redes sociais, o senador Cleiton Azevedo (Republicanos), mais conhecido como Cleitinho, acaba de ser eleito governador do Estado de Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, a terceira maior economia e, também um dos mais endividados do país. O ex-verdureiro e cantor conquistou corações e mentes do eleitorado mineiro com um discurso antissistema, simplista e até um pouco sensacionalista, em alguns momentos até lembrando o estilo do ex-governador Zema.
É de direita, conservador e defende o fim de privilégios para a classe política. Vamos ver como isso se dará na prática porque o ex-governador também se dizia antissistema e prometia até não receber salário, mas acabou concedendo a si mesmo um reajuste salarial de 300%. Se autointitula anticorrupção, apontando o dedo para vários políticos e figuras do judiciário, mas tem uma atitude bastante leniente com a família Bolsonaro, envolvida em vários escândalos ao longo dos anos na vida pública e mesmo na privada. Tem ações um pouco descoladas do neoliberalismo tradicional, ao mesmo tempo que defende redução de impostos, abraça algumas medidas de proteção aos trabalhadores, como o fim da escala 6x1.
Declarou apoio a candidatura de Flávio Bolsonaro que, ao contrário, defende a retirada de direitos trabalhistas e a livre negociação entre patrões e empregados. Seu plano de governo é bastante simplista e deixa de fora temas importantes como moradia, política de cuidados e transição demográfica, combate à desigualdade e políticas de equidade e inclusão. Faz pouca menção à ciência e tecnologia e a transição energética. Se ele conseguirá governar razoavelmente um estado com o tamanho e a complexidade de Minas Gerais, só o tempo dirá!
Carmen Lúcia Gonçalves Rodrigues da Mata, coordenadora-geral do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais- Sindipetro/MG




































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