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Sem mídia e campanha, pesquisa só mede conhecimento

  • há 2 horas
  • 3 min de leitura

Por que Cleitinho Azevedo (Republicanos) tem a liderança na casa dos 30 pontos há quatro meses; Alexandre Kalil (PDT) e Rodrigo Pacheco (PSB) aparecem em segundo e terceiro lugares? E os demais, abaixo de 5%? São dados semelhantes aos de dezembro passado. Duas razões podem explicar os placares.

O senador Cleitinho Azevedo é o favorito das redes sociais, foto Roque de Sá/Ag. Senado


Primeiro, que, nessa fase da pré-campanha, com falta de campanha, de propaganda e confrontos, as pesquisas só medem o recall, o índice de conhecimento de campanhas e situações passadas. Segundo, até agora, não aconteceu nada, por isso, os números são praticamente os mesmos. Apenas a campanha eleitoral e o esforço de mídia poderão mudar o cenário, ou até mesmo consolidá-lo. Enquanto isso, a disputa permanece aberta.


Os pesquiseiros se esforçam, mas não conseguem enxergar o horizonte e apontar o futuro governador. Fazem o que é possível, especialmente, tentar corresponder à imagem que vendem de adivinhadores do futuro. Ninguém pode entender o que se passa na cabeça do eleitor quando faltam definições no quadro eleitoral, além do despertar do interesse dos votantes.


Até o momento, Cleitinho está competitivo pelo sucesso que faz nas redes sociais, mas faltam acertos políticos e partidários. Ele será mesmo candidato e terá apoio do presidenciável de seu campo, Flávio de Bolsonaro (PL)? E se Pacheco for à disputa, é certo que terá apoio do presidente Lula (PT). São variáveis que influenciam nos resultados. De acordo com essa mesma pesquisa, nenhum dos expoentes da bipolarização tem maioria, prevalecendo ‘nem um nem outro’.


Na parte baixa da tabela, o ex-vereador Gabriel Azevedo (MDB) começou bem pelo que construiu na sucessão municipal de 2024. Caiu para 3%, porque não conseguiu fidelizar os eleitores. O governador Mateus Simões (PSD) continua sem decolar, mas seu eventual sucesso é conseguir associar seu nome ao governador Romeu Zema (Novo). Se corrigir, em tempo, as falhas herdadas de comunicação da gestão do Novo, poderá ficar mais conhecido e, ao mesmo tempo, mais competitivo. Pelas contas dos comitês, quem alcançar a casa dos 20% poderá ir ao segundo turno.


Pacheco volta a ser pré-candidato ao STF


Como tratamos na coluna do último dia 20, o resultado inédito, mas especulado, com a derrota, no Senado, do indicado de Lula ao STF, Jorge Messias, amplia a indefinição na sucessão mineira. Como a vaga no Supremo permanece aberta, crescerá a pressão para que o senador Rodrigo Pacheco (PSB), pré-candidato a governador de Lula em Minas, seja o indicado. O mesmo Senado que derrotou a escolha presidencial, pode agora usar a “vitória” de ontem (29), para impor o nome de sua preferência. Para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AC), o escolhido deve ser o seu amigo, aliado e antecessor. Com isso, Pacheco deixaria de ser pré-candidato a governador e volta a ser pré-candidato a ministro do STF.


Simões demite dois em 30 dias


Em apenas um mês de gestão própria, o governador Mateus Simões já demitiu, sem hesitar, dois secretários de pastas importantes e estratégicas, como a da Fazenda e da Educação. Em ambos os casos, Simões foi cirúrgico ao detectar a ocorrência de atos impróprios e/ou até irregulares na gestão. Zema, ao contrário, dizia que seu governo não tinha corrupção e passava pano para tudo.


O ex-secretário da Educação Rossieli Soares tem um histórico de suspeições por onde passou. Menos de mês após ser demitido na Secretaria de Educação do Pará, foi nomeado por Zema para o mesmo cargo. Foi acusado de improbidade administrativa em ação movida pelo Ministério Público do Estado do Amazonas, onde também atuou.


Agora, vem o governo Simões e divulga nota pública chamando o ex-secretário de mentiroso e confirmando que ele estava sendo investigado, razão de sua queda. O ex-secretário disse que não sabia da investigação e que saiu porque combinou. Na Fazenda, o ex-secretário Luiz Claudio Gomes chegou a demitir, depois voltou atrás, toda a corregedoria da pasta, exatamente o órgão que estava investigando supostas irregularidades na secretaria.


São problemas de gestão que chegam em hora ruim, mas os males devem ser cortados pela raiz. Além disso, é preciso tratar tudo com transparência, explicitando as razões das demissões. Caso contrário, o governador será cobrado pelos órgãos de controle e até pelos rivais na campanha eleitoral.


TCE cobra dados da investigação


O Tribunal de Contas, por exemplo, determinou, nesta quarta (29), que a Controladoria-Geral do Estado encaminhe ao órgão todos os documentos e informações sobre a investigação. A medida foi tomada no âmbito de representações em análise no Tribunal, que apuram possíveis irregularidades na Secretaria de Estado de Educação.


A mais recente aborda a denúncia de contratação de plataformas educacionais digitais. Entre os indícios levantados, estão a falta de processo licitatório, suspeitas de superfaturamento e pagamentos irregulares.

De acordo com o conselheiro Agostinho Patrus, a documentação é necessária para subsidiar a atuação do Tribunal e avaliar a adoção de novas medidas de fiscalização.

 
 
 

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