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AMM faz assembleia para discutir privatização da Copasa

  • há 11 horas
  • 2 min de leitura

A Associação Mineira de Municípios (AMM) realiza assembleia para ouvir as prioridades dos municípios no processo de desestatização da Copasa. A preocupação é com a situação dos municípios sem contrato de esgoto e a possibilidade de aditivo. O evento será realizado no dia 23 de abril, às 14 horas, na sede da Associação Médica de Belo Horizonte (avenida João Pinheiro, 161, Centro, Belo Horizonte). A direção da Copasa deverá participar da assembleia.

Direção da Copasa e da AMM discutem os contratos da empresa com os municípios, foto site AMM


A iniciativa acontece depois de reunião institucional entre a empresa e a Associação. A convite da presidente da Copasa, Marília Melo, o presidente da AMM, Lucas Vieira Lopes, participou do encontro na busca de alinhamento de pautas estratégicas e à construção de soluções para os municípios mineiros.


O encontro teve como principal objetivo dar continuidade ao diálogo iniciado pelo ex-presidente da entidade, Luís Eduardo Falcão, sobre o processo de privatização da Copasa. O tema são os impactos diretos para os municípios e a necessidade de avaliar soluções que respeitem a realidade de cada localidade.


Segurança jurídica


Durante a reunião, foi reforçada a importância de uma escuta ativa e da construção conjunta de caminhos que garantam segurança jurídica, eficiência na prestação dos serviços e, sobretudo, a qualidade do atendimento à população.


Para o presidente da AMM, Lucas Vieira Lopes, o momento representa um avanço na interlocução institucional. “Nosso compromisso é garantir que os municípios sejam ouvidos e que qualquer decisão leve em conta as diferentes realidades locais. Estamos trabalhando para construir soluções equilibradas, que atendam tanto à gestão pública quanto à população”, adiantou.


Já a presidente da Copasa, Marília Melo, ressaltou a importância do diálogo com os gestores municipais. “Esse é um momento de escuta e construção conjunta. Precisamos avançar com responsabilidade, considerando as especificidades de cada município e buscando sempre a melhor solução para todos”, afirmou, adiantando que a empresa vai analisar o pedido da AMM para, em breve, dar o retorno sobre soluções para os municípios.


“A gente tem um desafio enorme aí agora que é a desestatização da Copasa. Já estamos em conversa e vamos reunir com os municípios para tentar chegar numa melhor solução para todos”, afirmou Lucas, defendendo que o processo seja conduzido com diálogo e construção de consenso, diante da relevância da companhia para os municípios.


“A desestatização da Copasa é a privatização de uma empresa muito séria do Estado. Então, quanto mais a gente conversar, chegar num consenso, a gente vai fazer uma privatização com mais resultados para todos”, disse. Ele também mencionou que o andamento das discussões pode ser impactado por decisões institucionais, como as do Tribunal de Contas, que influenciam o ritmo da proposta.


Outro ponto destacado por Lopes é a autonomia das prefeituras diante do novo cenário. Segundo ele, os municípios poderão avaliar individualmente a continuidade ou não dos contratos. “É um momento de conversa, de rever. Várias prefeituras vão ter a opção de renovar ou não. Cada gestor precisa olhar a realidade do seu município e tomar a decisão que melhor convém”, afirmou.



 
 
 

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