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Lula e Bolsonaro não influenciam eleição ao governo de Minas

Em Minas, a intensa exposição dos candidatos a menos de 30 dias das eleições favoreceu apenas ao candidato à reeleição e governador Romeu Zema (Novo). Ao contrário de seus adversários, ele cresceu, segundo o último Datafolha. Acreditava-se que o candidato Alexandre Kalil (PSD) subiria nas pesquisas impulsionado pela aliança com o líder das pesquisas para presidente, o petista Luiz Inácio Lula da Silva. E que o candidato Carlos Viana (PL) igualmente cresceria pelo apoio, ainda que pouco convicto do presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro, do mesmo partido.


Ou seja, a campanha presidencial e sua polarização não estão influenciando a disputa estadual. Sem ligações diretas com a disputa nacional, Zema subiu para 52% das intenções de voto. Kalil parou nos 22%. Carlos Viana tem 4%, e Vanessa Portugal (PSTU), 2%. Um dado importante aí é que Kalil está com alta rejeição, ainda não explicada, de 30%, o que o impede de crescer, provavelmente, além do próprio baixo índice de conhecimento no interior.

Em disputa, Zema, Kalil, Lula e Bolsonaro, fotos Gil Leonardi/Imprensa MG/Amira Hissa/PBH/Antônio Cruz/ABr e Ricardo Stuckert


Decisão de primeiro turno


Tudo somado, Zema estaria sendo reeleito se a votação fosse hoje, sem sinais de segundo turno. Os dados são da mais recente pesquisa do Datafolha e foi realizada de terça (30) a quinta-feira (1º), com 1.212 eleitores do estado. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-03654/2022 e BR-00433/2022.


Segundo turno dá sinais


Ao contrário da briga estadual, já está visível no horizonte a possibilidade de segundo turno presidencial. Temos, pelo menos, duas razões, para isso, as rejeições estão falando mais alto do que a aprovação das candidaturas. A rejeição à reeleição de Bolsonaro é maior do que a rejeição à volta de Lula ao governo. De acordo com o instituo mineiro Quaest, 47% dos entrevistados têm medo da continuidade do presidente. Para 39%, o maior medo é a volta do PT.


Outro dado que favorece essa possibilidade de segundo votação é o crescimento da terceira via após a alta exposição e, principalmente, do debate da Band. Ciro Gomes (PDT) cresceu e foi a 9%; Simone Tebet (MDB) foi a 5%. Esses pontos saíram da candidatura de Lula, que está com 45% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro aparece com 32%.




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