Com risco de contágio, brasileiro está valorizando mais higiene do que preços

Uma pesquisa do Instituto Locomotiva e Onet, divulgada com exclusividade pela Rede de Televisão CNN, revelou que, na hora de comprar, o consumidor brasileiro está mais preocupado com os cuidados com a saúde do que com os preços dos produtos. O levantamento destacou que, para 44% das pessoas, a higiene do local é o principal atributo a ser observado na escolha de uma loja, seguido por bons preços (34%) e custo-benefício (32%).

Pesquisa Instituto Locomotiva e Onet foi divulgada pela Rede CNN


A pesquisa confirma uma tendência antecipada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) ainda em agosto, quando a entidade lançou o selo “Loja Segura”. Por meio dele, os estabelecimentos comerciais foram orientados a cumprir todos os protocolos de higienização da loja para fazer um atendimento seguro para o consumidor. Os estabelecimentos que adotaram os protocolos receberam o selo de Loja Segura, mostrando ao consumidor que naquele local ele pode fazer compras com segurança e tranquilidade. A pesquisa mostrou ainda que 49% dos brasileiros estão absolutamente seguros de fazer suas compras de Natal em lojas físicas.


O presidente da CDL/BH, Marcelo Souza e Silva, ressaltou que a reabertura do comércio em meio à pandemia do coronavírus demanda que os empresários se adaptem aos protocolos de segurança e prevenção. “Sabemos que as atividades comerciais são essenciais para a manutenção da economia, especialmente em BH, onde ela corresponde a 70% do PIB. Contudo, para que haja essa movimentação, é imprescindível que o comerciante adeque seu estabelecimento às novas regras e que os colaboradores e os consumidores também respeitem os protocolos. Desta forma, conseguimos manter a economia girando e preservamos a saúde”, reforçou.


Como receber o Selo Loja Segura?


Após aplicar todas as medidas, o lojista responde a um checklist com os protocolos sanitários e de prevenção. Entre eles, a exigência de máscara, a disponibilização de álcool gel 70%, o distanciamento mínimo entre os consumidores, exposição de cartazes informando a lotação máxima do local, barreira física separando colaboradores que atuam no caixa dos clientes, rotinas de limpeza e desinfecção do local, entre outros.


Após o cumprimento das etapas exigidas no checklist, que é o meio de orientar e capacitar o empresário a respeito de todos os protocolos de segurança, ele receberá o Selo Loja Segura, avalizado pela CDL/BH.


Compras de Natal


Com a proximidade das festas de fim de ano, os principais eixos comerciais tendem a ter um fluxo maior de pessoas circulando. Para reforçar a necessidade de distanciamento e tentar coibir aglomerações em lojas e passeios públicos, além da prevenção de delitos, a CDL/BH em parceria com a Polícia Militar de Minas Gerais, está transmitindo, por meio de um carro de som, mensagens de conscientização e de protocolos de higiene para conter a disseminação do coronavírus e também dicas de segurança. A ação começou no dia 13 e segue até 23 de dezembro.

“Sabemos da importância das vendas desta data para que o comércio possa amenizar os prejuízos acumulados ao longo do ano. E temos consciência do cuidado necessário para que não haja aglomeração, que todos sigam os protocolos de higiene e distanciamento. A ação está acontecendo nos principais centros comerciais de todas as regionais. Ao todo, iremos em mais de 150 vias/corredores municipais”, destacou Souza e Silva.


A primeira regional a receber o carro de som foi a Leste, no dia 13 de dezembro. Centro- Sul (Savassi, Hipercentro, Barro Preto, Santa Efigênia, Lourdes, Cidade Jardim, Santo Agostinho e Carmo) recebeu a ação ontem e terá novamente nos dias 22 e 23 de dezembro. As demais regionais têm a seguinte agenda: Oeste (15 e 21/12); Barreiro (dia 16); Venda Nova no dia 17; Norte e Nordeste no dia 18, Pampulha (19/12) e Noroeste no dia 20.


Segurança e valorização do comércio local


A campanha de Natal da entidade reforça a necessidade de cumprimento dos protocolos de higiene e toca em um ponto importante: a valorização do comércio local. O setor que foi um dos responsáveis por manter a economia desde o início da pandemia, é também um dos que mais precisa de apoio. “Mesmo com o fortalecimento do comércio local e de bairro ao longo deste ano, o setor ainda é sensível, quando comparado às grandes redes. Por isso, pedimos ao consumidor que prestigie as lojas de seu bairro, que dê a elas a preferência nas compras de Natal. Os micros e pequenos empresários precisam desta atenção, especialmente, por serem estabelecimentos geridos por famílias”, recomendou.


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