Consumidor é mais fiel à loja física apesar da tecnologia e da pandemia

Os comerciantes de Belo Horizonte precisam acreditar mais em Papai Noel e investir, ou se organizar mais, para ampliar a fidelidade do consumidor especialmente neste Natal. De acordo com pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL/BH), a loja física é o local preferido para compras por 72,7% da população. Ainda assim, os consumidores estão comprando cada vez mais pela internet (20,5%). “Por isso, é importante que o comerciante conecte as informações entre os canais, de forma que o cliente tenha uma experiência integrada e com menos atrito possível”, aconselhou o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

Sondagem feita pela entidade para o Natal deste ano


O levantamento da entidade revelou que, para os consumidores que pretendem presentear neste Natal, o preço dos produtos é o atrativo mais importante (56,8%). Em seguida, chamam a atenção as promoções e os sorteios (28,2%), o bom atendimento (25,2%) e a qualidade do produto (25,2%). Ainda de acordo com o estudo, 48,7% das pessoas sempre pesquisam o valor dos presentes antes de finalizar as compras.


Marcelo de Souza recomendou que o lojista fique atento ao cliente. “Os consumidores estão buscando preço, mas só isso não é suficiente. É preciso um atendimento de qualidade que garanta a satisfação e a fidelidade do consumidor. A pandemia modificou os hábitos de compra e as perspectivas do cliente sobre o que a loja tem a oferecer. O Natal é uma grande oportunidade para os comerciantes se adaptarem a essa realidade”, destacou Souza e Silva.


O presidente da CDL/BH chama a atenção para outro ponto muito importante em tempos de pandemia: agilidade no atendimento. “Uma das principais dificuldades apontadas pelo consumidor é a lotação de lojas. Por isso, nossa maior dica é: prepare seus colaboradores para que seja realizado um atendimento rápido, eficiente e humanizado. O cliente precisa permanecer na loja um tempo viável para escolher seus produtos, sem gerar aglomeração. Caso contrário, isso gera um impacto negativo em seu comércio”.


Para os entrevistados, outros fatores que podem contribuir para o aquecimento do comércio na temporada são: liquidação/promoção, aumento do número de consumidores empregados, flexibilidade nas formas de pagamento, divulgação e adiantamento do 13° salário.


Disposição


Mesmo com a pandemia, os belo-horizontinos estão animados para presentear neste Natal. De acordo com os dados, 70,5% da população irá comprar. A sondagem foi realizada no período de 31 de outubro a 6 de novembro com 302 consumidores. Em 2019, o percentual de consumidores que pretendiam presentear foi de 75,3%. Seguindo a mesma tendência do ano passado, os consumidores pretendem adquirir, em média, três presentes.

Roupas lideram a lista de itens mais procurados (78,6%), em seguida aparecem brinquedos (41%) calçados (26,9%), cosméticos e perfumes (15,8%). No Natal de 2020, o valor médio esperado dos presentes é de R$ 95,71. Em 2019, o tíquete foi de R$ 102, registrando assim uma diminuição de 6,18% no valor do presente.

Compras parceladas no cartão de crédito (30,8%) são as preferidas pelo consumidor. Nessa modalidade, o tíquete médio será de R$ 96,88. Já no cartão de débito (28,2%), o valor será de R$ 94,23. Para os presentes pagos em dinheiro (26,1%), o valor pretendido será de R$ 93,85 e, para as compras à vista no crédito (13,2%), espera-se um tíquete médio maior, de R$ 100,81.


Comemoração


Apesar da impossibilidade de grandes reuniões, em função da pandemia do corona vírus, 70,9% dos entrevistados afirmam que vão realizar ceia de Natal, com amigos e familiares. Nesse cenário, 81,8% dos consumidores pretendem desembolsar, em média, R$ 199,18 nas comemorações natalinas. Quem não pretende presentear terá um gasto maior nas festividades (R$ 204,39) em relação aos consumidores que irão presentear (R$ 171,79).

Dos entrevistados, 18,2% afirmam que não irão celebrar a data. Os principais motivos são o isolamento social (42,6%) e corte nos gastos (16,7%). O amigo-oculto, tão presente nas comemorações de fim de ano, terá menor adesão em 2020. Somente 31,6% dos entrevistados afirmam que irão participar da brincadeira. Dentre os participantes, a maioria vai confirmar presença em apenas um amigo oculto.


Estratégias para aumentar as vendas


As mídias sociais surgem como a principal vitrine dos lojistas para divulgação dos produtos. O Instagram é a escolha de 76% dos comerciantes. O Whatsapp será utilizado por 46,6% e o Facebook por 43,1%. Mas a boa e velha propaganda boca a boca ainda é eleita por 28,3% dos entrevistados. A comunicação off-line, ou seja, aquela feita fora dos meios digitais será utilizada por 16,6% dos lojistas.

Além da divulgação em mídias sociais, os lojistas vão investir no atendimento qualificado (80,6%), divulgação de produtos (64,8%), decoração da loja (40,8), flexibilidade de pagamento (31,7%) e promoção/liquidação (26,1%) como potencializadores de vendas para o Natal.




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