Jarbas Soares será o vice ou plano B de Rodrigo Pacheco
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Quando se filiou ao PSB mineiro, o senador Rodrigo Pacheco levou junto vários aliados, entre eles, com atenção especial, o ex-procurador geral de Justiça Jarbas Soares, ainda não pensava em candidatura a governador. Sua falta de entusiasmo com o projeto já tinha sido manifestada como crônica anunciada em dezembro passado. O
senador está mais atraído pelas vantagens da advocacia vitoriosa.

Ex-procurador geral de Justiça de Minas Jarbas Soares, foto Arquivo pessoal
Antes de ser deputado federal e senador, cargos que o elevou a postos elevados, Pacheco foi advogado bem-sucedido. Sua veia de operador de direito o deixa dividido como homem público. Cumprindo o protocolo atual, deixou o PSD e filiou-se ao PSB dentro dos prazos legais. Por essa iniciativa, está habilitado a disputar as eleições, ou seja, não jogou a toalha.
Pelas pesquisas, tem posicionamento competitivo e apoio político de peso (presidente Lula). Por tudo isso, Pacheco é um homem dividido entre fazer história como um político que busca vencer pela democracia ou, como profissional do direito, fica seduzido pelos ganhos milionários.
Enquanto resolve sua história pessoal, Pacheco vai cumprir o protocolo de futuro candidato. Nos próximos dias, vai comandar uma caminhada pelo interior mineiro, sempre acompanhado de Jarbas Soares. Buscarão ficar mais conhecidos e dar visibilidade às suas ideias e projetos, segundo os quais Minas poderia ser administrada de forma diferente e mais eficiente.
Se, ao final da temporada de visitas ao interior, Jarbas performar, Pacheco poderá mudar o curso do projeto e escalar o ex-procurador para assumir a cabeça de chapa.
Plano A de Pacheco
Candidatura a governador seria uma honra, mas traz riscos de derrota; a de ministro do STF é uma boa, mas um processo complexo. Ao contrário de tudo isso, encabeçar um escritório de advocacia nesse cenário de réus poderosos é algo extremamente atraente e muito acima dos R$ 5 milhões mensais que seu escritório dele faturava em BH. Em Brasília, então... Há alguns dias, o senador reativou sua carteira junto à OAB. Está pronto para atuar naquilo que seria o seu plano A.
Quem será quem na eleição?
Passada a primeira fase da pré-campanha, quando todos empunhavam suas bandeiras, a próxima etapa será de viabilizar as futuras candidaturas. Só poderá ser candidato quem receber incentivos financeiros da direção partidária via financiamento partidário. Alguns presidentes de partido estarão embaraçados para colocar R$ 50 milhões, valor que é a metade dos maiores gastadores, em candidaturas a governador sem sinais de sucesso? Na dúvida, preferem gastar menos dinheirinho para eleger um bom número de deputados federais e ampliar o fundo partidário.
Zema: mineiro não perde o trem
O ex-governador Romeu Zema tem um mês para enfrenta as pressões que pretendem tirá-lo da corrida presidencial. Parte do partido Novo, no plano nacional, quer que ele se torne vice do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL). Outra parte, que ele carregue o piano do partido Novo. Numa linguagem que Zema conhece bem, o trem está passando, prosperando ou não, mas não se deve perdê-lo.
Privada, não!
A privatização da Copasa trará uma piora na qualidade de vida da população, de acordo com o presidente do MDB mineiro, deputado federal Newton Cardoso. “Sou contra privatizar a água em Minas, água da privada, não”, criticou Newton durante participação no programa Entrevista Coletiva, da TV Band, do último sábado. Lembrou que, na gestão de seu pai, o ex-governador Newton Cardoso, foram construídas várias barragens para fortalecer os recursos da estatal de água e saneamento.
Trabalho decente
Na próxima quarta (8), o superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego em Minas, Carlos Calazans, vai lançar um pacto pelo trabalho decente com o empresariado do setor de confecção de roupas. O objetivo é evitar que voltem a praticar as tradicionais formas de trabalho análogas à escravidão. Na mesma semana, sai em defesa do empresariado de Ubá (Zona da Mata) para achar fórmula que dê amparo àqueles que perderam tudo nas enchentes de março.
Ansiedade nas redes
Tem pré-candidato (a) que anda ansioso(a) para ver sua agenda bombar nas redes sociais. Participam de eventos todos os dias e filmam seus movimentos, mas as reações nas redes têm sido modestas.
Regularização de engenheiros
Após a fiscalização do Crea-MG, 361 municípios já contam com regularização de engenheiros, agrônomos e geocientistas registrados e com a Anotação de Responsabilidade Técnica de cargo ou função regularizada. Todos os 853 municípios mineiros foram fiscalizados. Desde o início das ações mais intensivas, em 2024, o número de prefeituras totalmente regularizadas cresceu 247% em relação ao primeiro semestre do mesmo ano. As prefeituras identificadas com pendências receberam orientação direta. “A presença de profissionais registrados e com suas responsabilidades técnicas formalizadas nas prefeituras é fundamental para garantir a qualidade das obras e serviços públicos”, afirmou o presidente do Conselho, engenheiro civil e de segurança do trabalho Marcos Torres Gervásio.









































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