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Acordão enterra a CPI do Master e a candidatura de Pacheco

  • 4 de mai.
  • 1 min de leitura

O acordão que derrubou Jorge Messias ao STF teve como objetivo principal o enterro da CPI do Banco Master e a consequente salvação de altos envolvidos da República. Messias foi aquele marisco na luta entre o rochedo e o mar. Com o fim da CPI, ficam salvos do escândalo financeiro de Daniel Vorcaro, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), o presidente de seu partido, Antonio Rueda, e o presidente do PP, senador Ciro Nogueira, entre outros. Para isso, Alcolumbre se aliou à direita bolsonarista, apoiando em troca a derrubada do veto presidencial à dosimetria, favorecendo o ex-presidente Bolsonaro, e de Jorge Messias.

Hugo Motta, Pacheco e Alcolumbre, foto Waldemir Barreto/Agência Senado


Aliado de Alcolumbre e de toda essa articulação, o senador Rodrigo Pacheco (PSB) saiu queimado ao demonstrar de que lado estava. Depois de ter sido execrado pela direita nas redes sociais desde 2023, agora, será rejeitado pela esquerda após o episódio da derrota de Lula no Senado. Nome preferido de Alcolumbre para o STF, Pacheco considera o assunto página virada depois de ter sido preterido por Lula, que havia optado por Messias no final do ano passado. Com a manobra que derrubou Messias, dificilmente, Pacheco terá clima para continuar pré-candidato a governador de Minas preferido por Lula. Como ele mesmo já havia adiantado, o senador deverá abandonar a vida pública e priorizar a rendosa atuação na advocacia em defesa dos figurões.

 
 
 

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