Zema diz que fará rodoanel na Grande BH e que será candidato à reeleição

A dois anos das eleições, o governador Romeu Zema (Novo) abre processo sucessório ao confirmar que é candidato à reeleição em 2022. “Daqui a um ano e meio, vou lançar a candidatura”, disse Zema em entrevista ao programa Entrevista Coletiva, da TV Band Minas, que irá ao ar neste sábado (28), às 18h50.


Afirmou que há tantas coisas a fazer no governo que precisaria de uns 10 a 15 anos e que tomou gosto pelo cargo a ponto de encarar o Estado como “mais um filho”, apesar dos problemas. Sem grandes realizações a mostrar até agora, ele está apostando no acordo (judicial) que está fazendo com a mineradora Vale, que pode ficar na casa dos R$ 30 bilhões. Esses recursos irão financiar obras de recuperação econômica e ambiental pela tragédia de Brumadinho, que matou 270 pessoas e destruiu o município e região.

Zema concede entrevista aos jornalistas Inácia Soares, Murilo Rocha e Orion Teixeira, foto Fantine Godoy/TV Band Minas


Adiantou até que uma das obras que pretende fazer, com parte desses recursos, será o Rodoanel, um anel rodoviário em torno da Grande BH. De acordo com ele, esse novo anel rodoviário será muito importante para a região e que a boa parte de seu traçado atenderá a Brumadinho e municípios afetados pelo desastre.


Efeito das eleições municipais


O anúncio do governador sobre reeleição é também sua primeira reação ao resultado das eleições municipais deste ano. Até porque, após a sucessão municipal, a próxima parada é a disputa para o governo de Minas.


A partir de agora, Zema deixará de ser apoiador para buscar apoios e alianças já que seu governo entra numa espécie de contagem regressiva. Ao admitir que será candidato, ele antecipa, de certa forma, o processo pré-eleitoral de 2022. Diante disso, todas as forças políticas estaduais vão se guiar por essa declaração, uns a favor; outros contra.


O principal efeito da eleição municipal que leva Zema a sair da zona de conforto foi a reeleição incontestável do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD). Os dois não se entendem e atuam em polos opostos da política e da gestão pública. Os dois deverão ser os principais expoentes da disputa. É claro que surgirão outros nomes e concorrentes, da direita à esquerda, nessa pulverização que vimos na campanha municipal.


Veja aqui a chamada da TV BAND


Gestão ficará em julgamento


A questão que acompanha esse anúncio é que o governo dele, a partir de agora, de 2010, o terceiro da gestão, e o último, o da eleição, entra na vitrine e no julgamento de todos. Deve continuar ou mudar? Junto dessa pergunta virá outra inevitável: o que ele fez para merecer esse ou aquele destino. Então, a partir de agora será cobrado. Sua aprovação é de mais 50% no interior mineiro ao contrário da capital, onde patina nos 30%.


Ao ser perguntado sobre o que fez até agora, ele diz que é o único governador que não mora em palácio, que mora na própria casa e que tem um só uma funcionária. Ao contrário dos antecessores, disse ele, que teriam 32. Que vendeu uma aeronave do governo e transferiu outra para as operações da Polícia Militar. Aponta ainda a reforma administrativa, que trouxe economia aos cofres públicos, a reforma da previdência. Destacou também o acordo que fez com os prefeitos mineiros para lhes devolver R$ 7 bilhões, confiscados pelo governo mineiro. Desse valor, R$ 6 bilhões na gestão de Fernando Pimentel (PT) e R$ 1 bilhão na própria gestão dele.


Caberá aos quase 7 milhões de mineiros que votaram nele fazer a avaliação se os resultados corresponderão às expectativas deles depositadas nas urnas de 2018.


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