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Quem perde mais se associando a Bolsonaro e a Lula: Zema ou Kalil?

Após as idas e vindas, Alexandre Kalil (PSD) conseguiu fechar a aliança com o ex-presidente Lula (PT), que, no momento, lidera as pesquisas em Minas e no país. Ao contrário dele, o principal rival, governador Romeu Zema (Novo), que busca a reeleição, quer ficar neutro na disputa presidencial. Por quê!? Para evitar a rejeição, de acordo com as mesmas pesquisas, do presidente Bolsonaro (PL), de quem foi, desde a eleição passada, em 2018, um aliado.

Zema, Kalil, Bolsonaro e Lula vão brigar em Minas, fotos Gil Leonardi/ImprensaMG, Amira Hissa/PBH, Antônio Cruz/ABR e Ricardo Stuckert/PT


Na guerra eleitoral, Kalil e Zema vão explorar as fragilidades de um e de outro, principalmente no campo nacional. Kalil vai tentar colar Zema em Bolsonaro pelo lado mais negativo possível. Zema fará o mesmo contra Kalil, associando-o aos pontos negativos do PT e de Lula, aproveitando-se da campanha de desconstrução do petista que fazem e farão os bolsonaristas.


Aliado ou traidor?


Por mais que o governador negue a relação com Bolsonaro, essa associação é conhecida de todos. Por isso, Zema vai apanhar, de um lado, pela oposição a Bolsonaro e, de outro, dos aliados do atual presidente, que o tratarão como traidor. Para compensar, vai tentar desgastar Kalil pela aliança com o petista, ainda que Kalil não tenha sido, nem seja, um defensor de Lula ou de seu partido.


Percebendo a saia justa, o governador tem mantido distância de Bolsonaro. Em recente evento em Uberaba (Triângulo Mineiro), Bolsonaro acenou para Zema, dizendo que ele seria exemplo de governador para o país. O governador foi aplaudido pelos seguidores de ambos que eram maioria na plateia da Expozebu, no dia 30 de abril, mas não fez o mesmo para Bolsonaro. Apenas pediu salva de palmas para o presidente da República. Bastante protocolar.


Apoio do voto do Centro


Por conta disso, Bolsonaro chegou a lançar, no início do mês passado, como pré-candidato a governador de Minas, um nome mais aliado, que é o senador Carlos Viana, do mesmo partido. De acordo com o pré-candidato presidencial do partido de Zema, Felipe D’ávila, o governador deverá ficar em cima do muro na eleição porque ele já estaria vencendo aqui em Minas. No mesmo cenário das pesquisas, o preferido à presidência é o petista Lula. Apoiar a pré-candidatura de Dávila, que tem só 1%, segundo ele próprio, seria a senha de Zema para fugir da polarização.


Nesse embate, Kalil e Lula versus Zema e Bolsonaro, a guerra pode ficar empatada. Além da influência da eleição nacional, os candidatos a governador vão precisar mostrar a si mesmo, o que poderão fazer em Minas para resgatar sua capacidade de investimento. Vai fazer a diferença quem conseguir convencer o eleitor do centro, que não está nem Bolsonaro ou com Lula.




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