Crise com AMM se agravou após Zema ignorar demandas dos municípios
- Orion Teixeira

- há 12 horas
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O estresse e o desentendimento entre a Associação Mineira de Municípios (AMM) e o governo Zema começaram há quatro meses. Em setembro passado, a nova direção da AMM apresentou ofício ao governador, solicitando reunião para discutir demandas urgentes das prefeituras. Entre elas, estava, e ainda está, o ressarcimento de despesas que, hoje, são assumidas pelos municípios, mas que são de responsabilidade do estado. Na conta, entram aluguéis de prédios escolares e de delegacias de polícia, entre outros, e até o combustível para viaturas policiais.

Presidente da AMM, Luís Falcão, e o vice-governador Mateus Simões, fotos Tião Mourão/Viver Brasil e Luiz Santana/ALMG
Ao completar quatro meses de silêncio de Zema, em vez de resposta, o vice-governador Mateus Simões (PSD) entrou no circuito, fez a defesa do governo com críticas a prefeitos. Deu a entender que, mais ajuda, quem não atrapalha, ou seja, quem não cobra. O presidente da AMM, Luís Falcão, que é prefeito de Patos de Minas (Alto Paranaíba) e conhece a realidade municipal, classificou a declaração de Simões de “infeliz” e de “deboche” com os prefeitos.
Desta vez, foi Simões que não gostou e revidou pra cima da aliada e vice-líder do governo na Assembleia Legislativa, a deputada estadual Lud Falcão, que é esposa do presidente do dirigente municipalista.
Por conta disso, o vice tomou invertida da deputada que classificou a posição de Simões como “tirana” e até de “covardia” por ter, segundo ela, a ameaçado de retaliação dentro do governo. E mais, o confronto atraiu ainda a oposição de outras seis deputadas estaduais em defesa de Lud Falcão. Chamaram a reação do vice-governador de “machista” e de “violência política de gênero”. Sob pressão, o vice classificou, em nota, o imbróglio de “vitimização” e “ânsia por protagonismo”, mas não negou suas reações.
Marqueteiro em xeque
Tudo somado, o episódio foi mais desgastante para o vice-governador, que está em campanha para ficar simpático e melhorar sua aprovação como pré-candidato a governador. Pode ainda sobrar para Renato Pereira, o marqueteiro dele e do governador Zema, que é pré-candidato presidencial, por não ter conseguido tirá-los da posição de lanterna das pesquisas.






































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