PBH e CDL/BH fazem pacto para evitar fechamento e 2ª onda da Covid

Em duro recado à população de Belo Horizonte, o prefeito Alexandre Kalil (PSD) advertiu que poderá impor o fechamento da capital contra riscos de uma 2ª onda da pandemia. A posição foi anunciada, durante entrevista na quarta (26), diante da preocupação com o aumento dos indicadores da Covid-19. Em vez de medidas restritivas, Kalil atendeu à solicitação da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL/BH), feita um dia antes, para ampliar o horário de funcionamento e evitar aglomerações.

Kalil advertiu para os riscos de recrudescimento da pandemia e de fechamento do comércio de BH, fotos Amira Hissa/PBH e Valter Campanato/ABR


O foco da preocupação da entidade são este final de semana (27 a 29 de novembro), por conta do movimento de vendas da Black Friday, e entre os dias 14 e 24 de dezembro (período natalino). “A CDL-BH concorda e reforça o alerta feito pelo prefeito no seu pronunciamento. Não é o momento de relaxamento. A população e comerciantes devem seguir os protocolos para evitar que o comércio seja fechado na nossa cidade. Principalmente agora, que temos duas datas importantes de vendas: a Black Friday e o Natal. Precisamos ter esses cuidados”, reconheceu o presidente da entidade, Marcelo de Souza e Silva.


Com isso, o dirigente espera que os consumidores consigam realizar suas compras de forma mais tranquila e segura. O objetivo é diminuir as chances de aglomerações nos passeios públicos e comércios.

Para a sexta (27), sábado (28) e domingo (29), a CDL/BH solicitou que as lojas de rua funcionem de 8h às 20h, e os estabelecimentos localizados nos shoppings, de 10h às 22h. A entidade também pediu, que entre os dias 14 e 24 de dezembro, período de maior movimento para as compras natalinas, as lojas possam manter esse horário de funcionamento. Atualmente as lojas de rua estão autorizadas a funcionar a partir das 10h. Os shoppings podem abrir após às 12h.


Kalil ataca "irresponsabilidade"


Kalil afirmou que a “irresponsabilidade” de pessoas que relaxaram nos cuidados pode obrigar a PBH a recuar na flexibilização das atividades econômicas. O boletim epidemiológico divulgado pela prefeitura, no dia 25, indica que a capital registrou 222 casos de contaminação pelo coronavírus e três mortes. Ao todo, a capital tem 53.337 diagnósticos confirmados e 1.622 óbitos provocados pela COVID-19.


O prefeito autorizou a abertura do comércio de BH em três domingos que antecedem o Natal nesse contexto. Nesta quinta (26), foi publicado o decreto que regulamenta o horário de funcionamento dos locais.

Os estabelecimentos poderão abrir já em 29 de novembro, neste fim de semana da Black Friday, e depois nos domingos 13 e 20 de dezembro. As seguintes atividades estão autorizadas a funcionar nos três domingos: comércio varejista e comércio atacadista. E mais: atividades comerciais em funcionamento no interior de galerias de lojas e centros de comércio. Ainda, atividades comerciais em funcionamento no interior de shopping centers, serviços de alimentação, para consumo no local. Por último, restaurantes, lanchonetes, cantinas, sorveterias, bares e similares no interior de galerias de lojas, centros de comércio e shopping centers.


Infectologista defende legado conquistado


Na coletiva da prefeitura, o infectologista Estevão Urbano, um dos integrantes do Comitê de Enfrentamento ao coronavírus, disse que a flexibilização evitará aglomerações nesses dias. “Essa abertura é para dividir as compras. Para que as pessoas não se aglomerem. Estamos vivendo momento decisivo. Belo Horizonte tem que defender um legado que foi construído durante a pandemia, de ser a capital com menor número de mortes por 100 mil habitantes. A ciência continua sendo o carro-chefe da administração do prefeito. A ciência não abrirá mão de recomendar medidas que valorizam, em primeiro lugar, a vida”, advertiu.


Kalil também pediu para os comerciantes “tomarem conta” da situação. Segundo ele, caso contrário, “amanhã poderemos estar aqui fechando tudo”. E adiantou que as ações de fiscalização do cumprimento das normas sanitárias na capital serão intensificadas a partir deste final de semana – com a interdição automática de todos os estabelecimentos que apresentarem irregularidades que possibilitem a disseminação do Coronavírus.


Dirigente reforça cuidados


O presidente da CDL/BH orientou que, com a expectativa de aumento de clientes, os lojistas terão que ampliar a adequada higienização de seus espaços. “Como temos feito desde o início da pandemia, continuamos reforçando junto aos setores de comércio e serviço da capital, a necessidade de cumprir todos os protocolos sanitários e de prevenção ao coronavírus. Como a exigência de máscara, a disponibilização de álcool gel 70%, o distanciamento mínimo entre os consumidores, entre outras ações”, disse.


LEIA MAIS: PBH adia quitação de tributos, e CDL/BH cobra plano de recuperação econômica

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