CDL/BH cobra abertura de leitos e do hospital de campanha contra pandemia

Na avaliação da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), se houvesse mais leitos disponíveis em BH, a situação seria outra e até o comércio poderia funcionar. A avaliação foi feita pelo presidente Marcelo de Souza e Silva, nesta quinta (2), durante reunião da Prefeitura de Belo Horizonte com a CDL/BH e outras entidades do comércio.

Prefeito Kalil e secretários com lideranças do comércio, foto Amira Hissa/PBH

No encontro, a prefeitura não apresentou alternativas nem outras soluções além do fechamento do comércio e de mais isolamento social. Apenas reafirmou as razões do recuo na flexibilização das regras ao combate à pandemia do novo coronavírus, segundo Marcelo de Souza e Silva.

“Não apresentaram o cronograma da reabertura de novos leitos. Se o tivessem feito, como prometeram em março, a situação da doença na capital, talvez, seria outra e até o comércio poderia funcionar”, afirmou o presidente da CDL/BH. De acordo com ele, o número reduzido de leitos na capital é que está impactando negativamente nos índices determinantes para a reabertura do comércio.

800 leitos à espera

Outra solicitação que o dirigente fez foi a utilização do hospital de campanha construído pelo governo do Estado. São cerca de 800 leitos de enfermaria que poderiam ajudar diretamente na preservação de vidas. O hospital, no entanto, permanece inativo apesar do investimento feito de R$ 5,3 milhões, dos quais R$ 4,5 milhões por meio de parcerias e doações financeiras.

De acordo com o site do Partido Novo, do governador Romeu Zema, o hospital de campanha construído no Expominas, em Belo Horizonte, seria o mais barato do país. Ele foi projetado para oferecer 740 leitos de enfermaria e 28 de estabilização, totalizando 768 vagas.

Os pacientes deverão chegar via Central de Leitos e serão referenciados pelos hospitais públicos. O paciente em estado grave é atendido primeiramente na rede hospitalar pública e, quando estabilizada sua situação, passa a ser atendido no hospital de campanha, onde há condições para suporte ao paciente que está numa fase intermediária da doença, mas que ainda possa precisar de uma gasometria e oxigênio.

Com esse roteiro, poderia se evitar o afogamento do sistema público de saúde. O presidente da CDL/BH ainda defendeu outras medidas como a redução do volume de passageiros no transporte coletivo.

Prefeito aponta aumento de 400%

Já o prefeito Alexandre Kalil (PSD) disse que a reabertura do comércio deve ter novas fases quando a epidemia for controlada na capital. “Gostaria de me desculpar por tudo o que está acontecendo. Queria dizer aos comerciantes que não estamos e nunca estivemos em lados opostos. Abrir o comércio neste momento é desesperador. Em Belo Horizonte, estamos muito próximos do achatamento da curva de contaminação que, no entanto, vem aumentando loucamente em Minas Gerais. Parece que há uma tentativa de dizer que Belo Horizonte ficou parada no combate ao Coronavírus. Então, vou mostrar os números. De março até hoje, aumentamos o número de leitos de Belo Horizonte em 400%”, afirmou.

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