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Presidente da CDL/BH faz apelo por “socorro imediato” ao governo federal

  • 16 de mai. de 2020
  • 3 min de leitura

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte, Marcelo de Souza e Silva, criticou a burocracia e as altas taxas de juros dos bancos na concessão de crédito especial às empresas. E mais, renovou o alerta de que o dinheiro do crédito especial, adotado na crise sanitária, não chegaria na ponta.

“Se o governo não se debruçar sobre este assunto imediatamente para destravar o dinheiro, bilhões e bilhões de reais ficarão estagnados nos bancos enquanto milhares de empresas vão quebrar e milhões de pessoas vão ficar desempregadas”, pontuou ele. A manifestação do dirigente foi feita em artigo publicado no jornal Estado de Minas do dia 13 de maio, sob o título ‘Socorro imediato’.

O presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, faz campanha contra o coronavírus, foto Divulgação CDL/BH

Confira o texto, na íntegra:

O Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central anunciou a redução da taxa básica de juros (Selic) de 3,75% para 3% ao ano. É a menor taxa da história. Juros mais baixos são um estímulo para o movimento da economia, barateando o crédito, incentivando a produção e possibilitando novos investimentos. A redução foi motivada em virtude da crise econômica aprofundada com a pandemia do Coronavírus.

Uma boa notícia, mas cujos efeitos podem ser inócuos a curto prazo. Explico a razão. Neste mesmo jornal Estado de Minas, no último sábado, 9, foi publicada uma reportagem que estampava a seguinte manchete: “Crédito especial do governo não chega para as empresas mineiras”. E, no linguajar jornalístico, o “bigode” complementava: “Pesquisa mostra que exigências e juros altos dos bancos travam a ajuda do governo para empresários. Só 6,4% conseguiram recursos”.

Ao contrário da primeira, uma péssima notícia, com efeitos negativos imediatos em nossa combalida economia. Mas, ao menos para nós, não se trata exatamente de uma novidade. Desde o início da pandemia, quando o governo federal colocou várias linhas de crédito ditas especiais para socorrer o setor produtivo, nós, da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), fizemos o alerta de que este dinheiro não chegaria na ponta.

Colocamos nossa equipe para checar as condições dessas linhas “especiais” e em todas havia duas coisas em comum. A enorme burocracia e as altas taxas de juros. Demos o grito para reduzir a burocracia e facilitar o acesso ao crédito, principalmente para os micros, pequenos e médios empresários, que são os que mais estão sofrendo neste momento. O motivo é simples. Para este segmento da economia, a expressão “capital de giro” está muito distante da realidade do dia a dia das empresas. A imensa maioria vive no limite para pagar as contas e sobrar um naco que garanta a sobrevivência.

No caso dos juros, fomos ainda mais ousados. Lançamos uma campanha nacional batizada de “JURO ZERO”, onde procuramos sensibilizar os bancos públicos e privados a reduzirem drasticamente suas taxas nesse período da pandemia. A campanha conseguiu a adesão de várias entidades por todo o país e até surtiu algum efeito. Algumas instituições do nosso sistema financeiro reduziram suas taxas e ofereceram condições de crédito menos indecentes. Mas ainda estamos longe de alcançar o nosso objetivo.

A gente aplaude a iniciativa do Banco Central em promover mais uma redução de juros. Mas renovamos nosso alerta e pedido de socorro. Os recursos das linhas especiais, como diria o ministro Paulo Guedes, não podem continuar empoçados. Se o governo não se debruçar sobre este assunto imediatamente para destravar o dinheiro, bilhões e bilhões de reais ficarão estagnados nos bancos enquanto milhares de empresas vão quebrar e milhões de pessoas vão ficar desempregadas.

Neste momento de profunda crise, o governo precisa ter esse olhar especial para os pequenos. Nunca é demais lembrar. Aqui em Belo Horizonte o setor de comércio e serviços representa 72% do PIB da cidade e é o responsável por quase 1,5 milhão dos empregos. É muita gente correndo o risco de não conseguir sobreviver. A maioria dos estabelecimentos comerciais está de portas fechadas, sofrendo prejuízos que podem ser irreparáveis. Tomar medidas para a recuperação da economia a médio e longo prazo é muito importante. Mas, no momento em que estamos na UTI, qualquer iniciativa tem que ser pra já!

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