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Marcha de Bolsonaro ao STF exibiu improviso, desarticulação e descaso

  • 8 de mai. de 2020
  • 2 min de leitura

As imagens e declarações dadas foram o retrato do improviso, da falta de planejamento, da pressão e até mesmo de descaso com as mortes. No momento que o país registra mais de 10 mil mortes, o presidente da República vai ao STF (Supremo Tribunal Federal), com grupo de ministros e empresários pra quê? Ao que pareceu, pressionar o Judiciário pela reabertura da economia. Ou apenas, jogar para a plateia.

O improviso é por conta da reunião não agendada, apesar da importância que poderia ter; esqueceram até de convidar, ou de convocar, o ministro da saúde. Sua presença poderia dar ideia de um mínimo de articulação, até para orientar que a discussão em questão tinha algum fundamento técnico.

Bolsonaro puxa passeata de empresários e ministros até o STF (Marcos Corrêa/PR)

Já a falta de planejamento é pela ausência de propostas seguras e de um debate anterior que envolvesse outros segmentos. Não só os empresários, mas também o Congresso Nacional, trabalhadores, governadores e prefeitos.

Presidente do STF cobrou coordenação

Tanto é que Bolsonaro foi cobrado por isso na manifestação feita pelo presidente do STF, Dias Toffoli, que falou em coordenação de alguém, do governo federal, é claro. E da criação de um comitê de crise, que envolvesse outros setores e segmentos. Mas não existe nada disso ante o improviso.

Então, de nada adiantou aquela marcha. Além de tudo isso e contrariar o Ministério da Saúde, por promover aglomerações e reuniões com mais de 30 pessoas, o que mais se viu? Transferência de responsabilidade. Como se a decisão estivesse nas mãos da Suprema Corte e não do próprio presidente.

Para quem ignora o óbvio, o presidente do Supremo representa o judiciário, mas não comanda o posicionamento e voto dos outros 10 ministros. Ao contrário do presidente da República, especialmente do atual, que, como já disse, pode interferir em qualquer ministério, que tem poder de veto sobre a autonomia que deu a cada um dos ministros. Afinal, que autonomia é essa?

Descaso com perdas de 10 mil vidas

Por último, junto ao improviso, falta de planejamento e pressão, vem o descaso. Em nenhum momento, eles, Bolsonaro e empresários, lamentaram as mortes. Só comparam a tragédia dos brasileiros – desde a infecção, tratamento ou falta dele, ausência de testagem, de respiradores, de UTIs – à vida das empresas que poderiam ir pelo mesmo caminho.

Se Bolsonaro, ministros e até empresários saíssem em marcha para visitar hospitais ou o Ministério da Saúde para pressionar por um mais efetivo combate à pandemia, teriam tido só um erro. O de fazer aglomeração, mas que poderia ser compreendida como uma boa intenção em favor de vidas humanas. Se fosse, até o coronavírus, quem sabe, ficaria assustado, sabendo que não seria tão fácil matar como está acontecendo hoje no Brasil.

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