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Veja como a polarização entre Lula e Bolsonaro ganhou dimensão social

Quando se fala em polarização política, logo se imagina que seja entre partidos, grupos políticos, mas acontece algo diferente, talvez, inédito na sucessão presidencial. O instituto mineiro Quaest pesquisou o fenômeno com base em seus próprios números e concluiu que a polarização entre Lula (PT) e Bolsonaro (PL) extrapolou o campo político e virou social. O estudo identificou a manifestação do eleitor quanto à região onde vive, condição socioeconômica, renda, raça, religião e sexo. Tudo somado, viu-se ali dois brasis, na avaliação do diretor da empresa e cientista político, Felipe Nunes.

Bolsonaro e Lula, colagem de fotos site do PL e Ricardo Stuckert


Vamos aos dados dos dois brasis: os ricos se dividem, mas os pobres estão manifestando voto em Lula. Os que ganham até 2 salários mínimos estão optando pelo petista e os que ganham até 5 salários mínimos ou acima disso votam em Bolsonaro (44% a 36%). Os brancos se dividem (39% a 37% para Bolsonaro), já os pretos votam em Lula (59% x 23%).


Metade das mulheres brasileiras vota em Lula (50%), enquanto os homens se dividem entre Lula (39%) e Bolsonaro (42%). O Sul do país se divide (41% para Bolsonaro e 39% para Lula); já o Nordeste vota no petista (61 x 22). Os católicos, em sua maioria, votam em Lula (53%) e os evangélicos (47%) em Bolsonaro.


Pandemia e epidemia


Além de pertencer a grupos sociais diferentes, os brasileiros que votam em um e em outro também pensam de formas opostas, de acordo com Nunes. No debate entre os presidenciáveis, na campanha, dois temas deverão ser recorrentes: a pandemia e economia, de acordo com os mesmo eleitores.


De acordo com os dados, 85% dos eleitores do petista acham equivocadas as decisões do presidente na pandemia; apenas 16% dos eleitores de Bolsonaro concordam que ele errou. A segunda maior discordância entre os dois grupos foi em relação à situação da economia: 80% dos eleitores de Lula acham que ela piorou. Já entre os eleitores de Bolsonaro, apenas 28% dizem o mesmo, e ainda assim, a maioria acha que as coisas vão melhorar e que a inflação é um problema mundial.


Esses dados foram retirados da 11ª rodada da pesquisa Quaest/Genial registrada no TSE sob o número BR-01603/2022. Novos números serão publicados nesta quarta, dia 8, com os placares que sinalizam as tendências na disputa nacional e estadual.



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