Pacheco vai se cacifando à 3ª via e pode afetar reeleição de Zema

O nome do senador mineiro Rodrigo Pacheco (DEM) está crescendo e pode se viabilizar como 3ª via, até então afetada pela bipolarização Bolsonaro/Lula, na sucessão presidencial de 2022. Entre uma decisão e outra de grande repercussão, como foi o arquivamento do pedido de impeachment de ministro do STF, o presidente do Senado vai se cacifando. E se coloca como nome da pacificação e do diálogo em defesa das instituições, que, por natureza constitucional, são democráticas, como o Supremo e o Congresso Nacional. O pedido de impeachment do ministro foi feito pelo presidente da República, recordista em pedidos (mais de 130) da mesma natureza contra si.

Rodrigo Pacheco rejeita pedido de impeachment feito por Bolsonaro, foto Marcos Brandão, Senado Federal


Hoje, como observou o colunista da Band News, Reinaldo Azevedo, defender a democracia é ser contra o governo Bolsonaro. É assim que reagem os seguidores do atual presidente (como pode ser constatado logo abaixo). O fato é que os políticos -como o presidente do PSD, Gilberto Kassab, já havia observado- estão percebendo que Pacheco poderá ser a válvula de escape da polarização política. Especialmente, para parte do empresariado que gostaria de fugir de Bolsonaro, mas não quer apoiar o petista.


Nem Lula muito menos Bolsonaro


A estratégia de Kassab é filiar Pacheco no PSD, partido que não é antiLula nem antiBolsonaro, mas entre um e outro estaria mais próximo do primeiro. Se o nome de Pacheco se viabilizar, a candidatura dele poderá fazer reviravolta na sucessão mineira, onde até o momento o quadro está também polarizado. Aqui, o duelo une as duas pré-candidaturas a governador, a do atual gestor, Romeu Zema (Novo), e a do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD).


O governador, como se sabe, está cada dia mais próximo do bolsonarismo, embora tenha criticado o governo federal, nesta sexta (27), por conta dos consecutivos aumentos dos combustíveis. Nada que o indisponha a Bolsonaro. Kalil apoiou, ao contrário de Zema, a eleição de Pacheco a presidente do Senado e, por isso, é certo que estarão juntos na sucessão do ano que vem.


Numa aliança de Pacheco, como candidato a presidente, e Kalil, a governador, pode complicar a situação de Zema, que, a essa altura, já estará abraçado ao bolsonarismo em queda acentuada. Pela identidade de Pacheco, mais mineira do que porto-velhense ou rondoniense (onde nasceu), a mineiridade e o jeito de fazer política poderão envolver o eleitorado das Minas Gerais.


LEIA MAIS: Zema troca “intrigas palacianas” e assume bolsonarismo para 2022



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