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Pacheco cobra de Fuad saída imediata da família Aro da PBH

Pode parcelar?! Perguntou o prefeito de BH, Fuad Noman (PSD). Não, foi o que respondeu o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD), ao cobrar pela terceira vez o expurgo da família Aro da Prefeitura de Belo Horizonte. Essa foi a condição exigida por Pacheco para alinhar-se à candidatura de reeleição de Fuad.

Diante da veemência, Fuad não teve dúvidas e vai dar uma canetada amanhã, no Diário Oficial do Município, exonerando secretários, diretores e assessores ligados a Marcelo Aro (PP), atual secretário da Casa Civil de Zema. Quem teve tempo de contar conferiu que a demissão da família Aro trará economia aos cofres públicos de pelo menos R$ 440 mil mensais.


Fuad Noman e Rodrigo Pacheco estão se alinhando para a eleição municipal deste ano, foto Pedro Gontijo/Presidência do Senado


A medida também sinaliza risco de sobrevivência política de Marcelo Aro, que sonhava ser candidato a governador em 2026. Ele costuma se apresentar como especialista em montar chapas vitoriosas, mas o desfecho da operação poderá enfraquecê-lo.

Aro convenceu o governador Romeu Zema, que o nomeou secretário em cargo que foi criado para ele, afirmando que iria destruir o rival Alexandre Kalil (PSD), ex-prefeito de BH e ex-candidato a governador. Disse também para Fuad que destruiria igualmente o presidente da Câmara Municipal, Gabriel Azevedo (hoje no MDB). Não entregou as promessas. Sua queda foi tão brusca que, rapidamente, se formou um bloco político: o antiMarcelo Aro.

Tudo somado, Pacheco virou salvador. Salvou Gabriel Azevedo da cassação jurídica e política pretendida pela família Aro. E, agora, quer livrar Fuad da derrota, livrando-o do peso da mesma família. E pediu a Gabriel mais “institucionalidade”. O conselho funcionará como maturidade para Azevedo.

Daqui ninguém me tira

Foi o que disse o senador Carlos Viana (Podemos), que rejeitou proposta de Marcelo Aro para se licenciar do cargo e disputar, neste ano, a eleição para prefeito de BH com seu apoio. A licença de Viana colocaria em seu lugar o suplente Castellar Guimarães, atual secretário de Governo de Fuad, que, amanhã, deverá ser exonerado do cargo pelo prefeito.

Raquel reeleita na Defensoria

Como candidata única, Raquel da Costa Dias será reeleita, em 19 de abril, para o cargo de Defensora Pública-Geral de Minas Gerais ao próximo biênio 2024-2026. Não houve outros postulantes ao cargo para a composição da lista tríplice. Isso já era esperado. A administração superior da Defensoria está muito alinhada ao governo Zema, que, a maioria reconhece, tem sido muito bom para o órgão, melhor que os antecessores. No atual governo, conseguiram equiparação salarial com a magistratura e com o Ministério Público. Os defensores públicos sabem que, com lista tríplice, Raquel será a escolhida por Zema. A partir do final do ano que vem, as articulações serão intensas para a sucessão dela em 2026.

Paulo Brant tenta de novo

Pela segunda vez, o ex-vice-governador Paulo Brant (PSB) se lança, na próxima terça-feira, no Mercado Central, como pré-candidato à Prefeitura de Belo Horizonte em outubro. Na primeira vez, foi traído pelo então prefeito Marcio Lacerda (PSB), que lhe puxou o tapete no último dia. Desta vez, também não há garantia de candidatura. O partido dele é do campo centro-esquerda e sofrerá forte pressão da prefeitura e do presidente Lula para apoiar a reeleição de Fuad.

Judicialização da saúde

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) está promovendo pesquisa direta com os prefeitos para mapear a situação de judicialização nos setores da saúde e da educação nos municípios brasileiros. O levantamento resulta de demandas recorrentes das gestões locais que, acionadas para cumprimento de determinações judiciais, sofrem com grande impacto financeiro. Os dados vão subsidiar estudos técnicos e possíveis pleitos municipalistas na tentativa de reduzir ou sanar dificuldades enfrentadas pelos prefeitos.

Escravidão explícita

Um idoso foi encontrado em um curral em Juiz de Fora (Zona da Mata) em situação análoga à escravidão. O resgate foi feito na operação do Ministério Público em 19/3. Em Montes Claros (Norte de Minas), mais de 100 trabalhadores estavam sem acesso à água, luz, alimentação e sob forte exposição ao calor. No mesmo dia, na zona rural de Santos Dumont (Zona da Mata), nove trabalhadores foram resgatados em carvoaria do grupo Pantanal Florestal.

Os trabalhadores estariam abrigados em alojamento precário, sem acesso a água potável, operando fornos de carvão sem nenhuma medida de proteção da saúde e segurança, tampouco refeitório ou instalação sanitária.

Ofício

O presidente da Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social da Assembleia Legislativa de Minas, Betão (PT), encaminhou ofício para Delegacia Regional de Polícia Civil, à Gerência Regional do Trabalho e Emprego em Juiz de Fora e à Superintendência do Ministério do Trabalho e Emprego de Minas Gerais com pedido de informações sobre os encaminhamentos dados às urgentes denúncias. Ainda aguarda resposta.

(*) Publicado no Jornal Estado de Minas

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