CPI investiga manobra que levou Cemig a contratar IBM por R$ 1,1 bilhão

A contratação bilionária, sem licitação, da IBM Brasil pela Cemig será alvo de questionamentos dos deputados da CPI da Cemig, na Assembleia Legislativa de Minas, nesta segunda (30). Serão ouvidos sobre o tema, na condição de testemunha, Sílvia Cristiane Batista, ex-superintendente de Relacionamento Comercial da empresa. Além dela, Wantuil Teixeira, superintendente do Centro de Serviços Compartilhados da estatal.

Deputados da CPI da Cemig investigam contratos irregulares da estatal, foto Daniel Protzner/ALMG


A IBM foi contratada por R$ 1,1 bilhão para, ao longo de dez anos, prestar consultoria em transformação digital e implementar um modelo integrado de atendimento aos clientes. O sistema é conhecido como omnichannel. A falta de concorrência para uma contratação desse porte, por meio da inexigibilidade de licitação, chamou a atenção dos membros da CPI. Outra situação controversa na qual o acordo com a IBM está envolvido diz respeito ao processo licitatório de fevereiro de 2020 para o serviço de call center na Cemig.


Denúncias apontam que, enquanto a empresa vencedora do certame, a Audac, não foi chamada para prestar o serviço, a AeC – até aquele momento responsável pelo call center. Essa empresa ficou em segundo lugar no pregão e teria sido subcontratada pela IBM para a mesma atividade. A forma foi adotada para a atuação da IBM na Cemig mesmo depois de não ser selecionada na licitação. A AeC foi fundada por Cássio Azevedo, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do governo Zema. O empresário faleceu neste ano, vítima de câncer.


Outros contratos


Também estarão em pauta nesta reunião outras contratações diretas de serviços de consultoria e assessoramento técnico que não teriam sido feitas em conformidade com as normas internas.


Nas primeiras oitivas da CPI foram discutidos, por exemplo, contratos com a Exec, responsável por selecionar o próprio presidente da companhia, Reynaldo Passanezi Filho. E de outros contratos com escritórios advocatícios como o Lefosse, que já teve como sócio o diretor jurídico da Cemig, Eduardo Soares.


LEIA MAIS: CPI identifica gestão paralela do partido Novo na direção da Cemig



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