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Oposição busca confundir para dizer que está viva na sucessão mineira

  • 16 de dez. de 2017
  • 2 min de leitura

Cinco dias depois que o governador Fernando Pimentel (PT) tornou-se réu no Superior Tribunal de Justiça (STJ) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, a oposição a ele voltou a acreditar, deixou o isolamento e se movimentou em várias direções para anunciar que está viva para a sucessão estadual. O primeiro movimento foi feito pelo pré-candidato a governador pelo PP, Dinis Pinheiro, que reuniu centenas de aliados em restaurante da capital, onde lançou o movimento ‘A Minas que começa agora’, que dará a base de eventual candidatura dele.

O concorrido evento foi prestigiado por lideranças políticas como o senador Antônio Anastasia (PSDB), o ex-governador Alberto Pinto Coelho (PP), além de, segundo a assessoria, cerca de 260 prefeitos e centenas de lideranças municipais e estaduais, como deputados federais e estaduais dos partidos PP, PSDB, DEM, PPS, PDT, PTB, PR, Solidariedade e PRTB. Dinis não é o nome do grupo ainda, mas sua determinação pessoal em ser o candidato o levou a fazer o dever de casa, visitando inúmeros municípios ao interior.

Dois dias depois, Anastasia repetiu o mesmo discurso crítico ao que chamou de ‘desgoverno’ de Pimentel, descartando que será candidato e que ajudará a encontrar um nome de consenso de seu campo político. Reafirmou tudo isso ao lado do deputado federal Rodrigo Pacheco, que é do PMDB, mas é um dissidente da intenção de seu partido em reeditar a aliança com Pimentel. Anastasia chegou a dizer que Pacheco será um dos protagonistas da sucessão mineira.

Mais dois depois, foi a vez do ex-presidente nacional do PSDB e senador Aécio Neves admitir, durante entrevista à rádio Itatiaia, de BH, que poderá disputar a reeleição ao Senado ou até mesmo o Governo de Minas em 2019. Disse que tudo dependerá da avaliação de seu grupo político, mas, desde já, descartou candidatura a deputado federal, com o único objetivo de manter o foro privilegiado, o STF, onde poderá ser julgado por corrupção e lavagem de dinheiro.

O cenário da ausência de candidatos fortes ao Senado favorece a possibilidade de reeleição dele, apesar de ter ficado bastante desgastado, com alto índice de impopularidade, por conta das denúncias de corrupção e pelos nove inquéritos que responde no Supremo.

Tudo somado, a oposição está dizendo que tem quadros para os quatro cargos majoritários que serão disputados no ano que vem: governador, vice-governador e duas vagas de senador. Começa o jogo.

FOTO Agência Minas/2013: Dinis, Anastasia e Aécio são opções no campo da oposição

 
 
 

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