Sem disputa, Raquel Dias será eleita defensora pública-geral

A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) será dirigida por uma mulher no biênio 2022-2024. A defensora pública Raquel da Costa Dias, atual chefe de gabinete da instituição, é candidata única na eleição que ocorrerá no dia 29 de abril, por meio de votação eletrônica.

Ao lado do desembargador Bruno Terra Dias, Raquel Dias participa de reunião do comitê Covid, do governo do Estado, foto site Defensoria Pública-Geral


Como integrante dos quadros da Defensoria Pública-Geral, Raquel representa continuidade da gestão do atual defensor público-geral, Gério Patrocínio Soares, e de seus resultados. Entre eles, a reconhecida atuação em favor das atingidas e atingidos pelo rompimento da barragem em Brumadinho (Grande BH). A mediação resultou na construção de um inédito termo de reparação extrajudicial. E também na construção do Acordo Coletivo de Reparação, junto ao Governo Estadual e intermediado pelo TJMG.


Trânsito entre poderes


A futura defensora-geral atuou também como integrante do Comitê Extraordinário Covid-19, do Governo do Estado. Por meio dele, contribuiu na solução extrajudicial para o retorno presencial e reabertura das escolas em Minas Gerais. Internamente, ajudou a atual administração a avançar na adoção de ferramentas tecnológicas de gestão e de atendimento ao público, o que foi decisivo para superar os desafios impostos pela pandemia de Covid-19.


Somente no período da pandemia, o número de atendimentos aumentou 25%, alcançando em 2021 mais de 825 mil pessoas. Nesse período, Raquel exerceu também papel institucional, com atuação política, ao lado do defensor público-geral, junto aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O bom relacionamento nas esferas institucionais externas e internas, somado à capacidade gerencial, fez com que a classe se unisse em torno da candidatura única.


Trajetória


Natural de Belo Horizonte, Raquel da Costa Dias ingressou na carreira de defensora pública em 2005, aprovada no IV Concurso de Ingresso na Carreira de membros da DPMG. Antes, atuou como oficial do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais.


Na Defensoria Pública, atuou como coordenadora local da unidade de Nova Lima, coordenadora das Defensorias de Famílias e Sucessões da Capital, assessora Jurídico-Institucional da Defensoria Pública-Geral, coordenadora de Estágio e Serviço Voluntário da DPMG e chefe de Gabinete, cargo que ocupou entre 2018 e final de março deste ano, quando se desincompatibilizou para disputar a eleição.


Raquel é formada em direito pela Faculdade Milton Campos, possui Pós-Graduação Lato Sensu em Direito e Assistência Jurídica, no Instituto para o Desenvolvimento Democrático – IDDE – em parceria com o Ius Gentium Conimbrigae/Centro de Direitos Humanos, sediado na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra/Portugal e, em Controle Externo, realizada pela Escola de Contas e Capacitação Prof. Pedro Aleixo, em convênio com a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.



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