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Quem herdará os votos de Flávio Bolsonaro: Zema ou Caiado?

  • 21 de mai.
  • 2 min de leitura

O PL, partido do presidenciável Flávio Bolsonaro, lhe deu até 15 dias para estancar a crise e a queda diante do envolvimento no escândalo do ex-dono do Master, Daniel Vorcaro. Nas duas primeiras pesquisas (Vox Brasil e Atlas Intel Bloomberg), além de interromper a trajetória de crescimento, o bolsonarista caiu de 5 a 10 pontos percentuais. Nas redes sociais, ganhou mais de 1 milhão menções críticas, segundo levantamento do newsletter Ebulição da Agência Lupa.

Com a saída de Ratinho e Tarcísio, Zema e Caiado disputam o apoio da direita na eleição, foto rede social de Zema


O filho 01 do ex-presidente Bolsonaro pode até ser substituído, mas, até lá, quem sairá ganhando são outros dois presidenciáveis, Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). Quem ganha mais? O ex-governador de Minas ganhará algum percentual, mas tem um teto, o do eleitor bolsonarista, que não votará nele por ter chutado a boca de Flávio Bolsonaro. Caiado, que foi menos agressivo, poderá herdar maior percentual da direita bolsonarista.


Zema poderá dizer até que saiu na frente e que tinha razão de fazê-lo, embora tenha recuado no meio do caminho, mas seu mérito maior foi rachar a direita e ter sido duro com Flávio. Mais experiente, Caiado ficou, no primeiro momento, em cima do muro, depois, elevou o tom para dizer que “político contaminado por Vorcaro não pode se eleger”, sem citar o filho bolsonarista. Já Zema, quando atacou e voltou a atacar, rompeu com o bolsonarismo e não terá como herdar seus votos.


“Trapalhadas” afetam Simões


O maior afetado pelas “trapalhadas” de Zema é o próprio pré-candidato dele a governador, Mateus Simões (PSD), atual governador de Minas. A expressão e a avaliação foram feitas pelos aliados de Simões. Se o ex-governador não puder herdar os votos bolsonaristas após essa crise, o mesmo raciocínio se aplicará ao seu pré-candidato a governador. Os bolsonaristas rejeitarão Zema e, por contaminação, Simões.


Esse estrago já estava anunciado desde que Zema decidiu lançar e manter sua pré-candidatura a presidente. O alinhamento automático de Simões a ele o impediu de ampliar a própria base de apoio e até de participar do palanque daquele que era tido como o presidenciável favorito de seu campo da direita. Caiado também está fora de sua aliança, embora sejam do mesmo partido.


O compromisso com Zema travou e trava o crescimento de Simões. De acordo com os mesmos aliados, haverá limites para as “trapalhadas” do ex-governador, ou seja, Simões poderá, se necessário, soltar a mão dele.


Outro estrago de Flávio em Minas


O pré-candidato a governador pelo Republicanos e senador Cleitinho Azevedo sumiu do noticiário, de acordo com as críticas de rivais. Habituado a apontar o dedo para quem considera “corrupto”, Cleitinho adotou tom moderado e até republicano e garantista demais para seu estilo no caso de Flávio Bolsonaro. No melhor estilo da presunção da inocência, pressuposto do estado de direito, Cleitinho avaliou que, se comprovada a irregularidade, o responsável tem que pagar. A postura contraria o estilo demolidor que adota quando os suspeitos são adversários do campo ideológico oposto.


 
 
 

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