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PT dá ultimato a Kalil para selar ou não apoio mútuo nas eleições 2022

O PT mineiro está pronto e disposto a abrir mão da candidatura própria a governador para apoiar a candidatura do prefeito de BH, Alexandre Kalil (PSD). Mas tem uma condição. Kalil terá que apoiar a candidatura presidencial de Lula em Minas Gerais. Esses serão o recado e o tom da conversa, na manhã desta quinta (9), entre a presidente nacional do PT, deputada federal Gleise Hoffmann, e os petistas mineiros em um hotel na capital mineira. A orientação é nacional.

Presidente nacional do PT, Gleise Hoffmann, expõe a estratégia nacional do partido para Minas, foto Paulo Pinto/Agência PT


Kalil está com dificuldades em começar sua pré-campanha e a definir um rumo. Ele quer o apoio do PT, mas não quer assumir um casamento de papel passado. Prefere uma amizade colorida.


Estarão presentes no encontro, as bancadas federal e estadual do partido, as prefeitas Marília Campos (Contagem), Margarida Salomão (Juiz de Fora) e Daniel Sucupira (Teófilo Otoni), entre outros.


Decisão e riscos serão do prefeito


E mais, o PT não quer ficar esperando indefinidamente, vai estabelecer um prazo para o possível aliado. Ou seja, será como colocar Kalil contra a parede: vai querer o apoio no primeiro ou esperar o segundo turno. A decisão e os riscos passarão, então, a ser de Kalil. Na semana passada, a posição de Lula já havia sido passada para o secretário de Kalil, Adalclever Lopes (PSD), durante encontro em São Paulo.


A estratégia nacional é a prioridade entre os petistas, focados em derrotar, primeiro, Bolsonaro (PL); depois, o governador Romeu Zema (Novo). Foi o que deixou claro, nos dias que passou em Belo Horizonte, o ex-ministro José Dirceu. Ele reuniu lideranças petistas para adiantar sua avaliação. Ele acha que o PT precisa reagir e resgatar seu protagonismo. Alguns deputados alertam que, no interior, eleitores de Lula estariam apoiando a candidatura de reeleição de Zema. Por isso, o ex-presidente aconselhou Kalil a viajar mais.


Candidatos próprios


Faz parte dessa reação lançar candidato próprio a governador e a senador caso não dê certo a aliança com Kalil. Os nomes mais cotados são do prefeito de Teófilo Otoni, Daniel Sucupira, ao governo e do deputado federal Reginaldo Lopes para o Senado.


A maioria das bancadas federal e estadual já apoiaram o nome de Sucupira. Ainda no domingo (5), o ex-prefeito de Betim Jésus Lima também colocou seu nome à disposição partido para a disputa majoritária, segundo ele, para unir a esquerda e derrotar o bolsonarismo e Romeu Zema (Novo).


Em entrevista ao programa Entrevista Coletiva, da TV Band Minas, o prefeito Daniel Sucupira alertou para o grave momento vivido pelo país. “Essas serão, talvez, as eleições mais difíceis da história do Brasil. O que está em jogo é a democracia diante das posturas fascistas do governo federal. O PT é um grande partido e tem inserção na maioria dos 853 municípios mineiros. Por isso, o partido tem um papel histórico e não pode se furtar nesse momento. Por isso, coloquei meu nome à disposição”, disse Sucupira.


Assista aqui à entrevista do prefeito Daniel Sucupira



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