Partido de Kalil lança Pacheco para fortalecer 3ª via na eleição presidencial

No momento em que Bolsonaro começa a derreter, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, lançou o nome do senador mineiro Rodrigo Pacheco (DEM) para disputar as eleições presidenciais. Tudo indica também que Kassab tenta atrair Pacheco para seu partido, o mesmo do prefeito de BH, Alexandre Kalil. Rodrigo Pacheco teve ascensão meteórica em sua carreira política. Em menos de 10 anos, já foi deputado federal, senador e, hoje, é presidente do Senado.


A iniciativa surgiu após o fracasso do movimento pela 3ª via presidencial, o que deixou o quadro sucessório pré-eleitoral polarizado entre o presidente Bolsonaro e o ex-presidente Lula. Pode haver espaço para uma terceira via com as consecutivas quedas de Bolsonaro. Pacheco segue sua atuação, sabendo que é observado pelo meio político. Seja como for, está na área e, se derem espaço, vai pra dentro do gol.

Os mineiros Rodrigo Pacheco (senador) e Josué Alencar (empresário) ganham influência nacional (Roque de Sá/Agência Senado + Universidade de Vanderbilt (EUA)/Divulgação)


Kassab avaliou que o senador como “o mais preparado para disputar e ganhar as eleições”. Além disso, ele não acredita na reeleição de Jair Bolsonaro (sem partido).


Kassab: “é o mais preparado”


“Nós vamos ter candidato próprio filiado ao PSD, e tenho defendido o perfil do Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Entendo que precisa ser alguém da política, que tenha mostrado ser competente e vocacionado. Pacheco expressa um sentimento de renovação também. Vejo ele como o mais preparado para disputar e ganhar as eleições”, afirmou Kassab.


Atualmente, Kassab não acredita na capacidade de reeleição de Bolsonaro. “Não vou afirmar que Bolsonaro vai perder, porque falta muito, mas as chances dele vêm diminuindo cada vez mais”, lembrou.


Kassab já havia lançado Kalil para a missão, mas sabe que o prefeito de BH pretende mesmo disputar as eleições para governador no ano que vem.


Senador fica na sua


Por sua capacidade de diálogo, conciliação para solução das crises, foi lembrado para a disputa presidencial várias vezes. Pacheco, no entanto, não faz movimentos nem admite a possibilidade, mas ele é do tipo de político que aposta nos efeitos de seus atos. Ou seja, se tiver um bom desempenho na atual missão de presidir o Senado, poderá ter repercussão e incentivo e até aceitação para ocupar a terceira via na disputa presidencial.


Mineiro vai comandar a Fiesp


Além de Pacheco despontando no meio político, outro mineiro está ocupando espaços importantes no mundo das decisões econômicas e até política. O empresário Josué Gomes da Silva, filho do ex-vice-presidente da República José Alencar será eleito, nesta segunda (5), para presidir a principal federação industrial do país. A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), que é a mais poderosa e mais rica do Brasil. A entidade possui grande capilaridade na política, como no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), ao atuar fortemente pela queda da petista.


Josué vai suceder o paulista Paulo Skaf, que está à frente da Fiesp há 17 anos. A eleição na Fiesp tem chapa única, com Josué Gomes da Silva como candidato a presidente. Os eleitos assumirão mandatos com início em 1º de janeiro de 2022 e fim em 31 de dezembro de 2025.


Josué comanda a Coteminas, empresa criada por seu pai. José Alencar foi vice de Lula por 8 anos. Josué tentou ser senador pelo MDB, seguindo os passos do pai, mas ficou em segundo lugar, nas eleições de 2014.


Influência política e econômica


Será mais uma voz de Minas no cenário político econômico nacional, onde faltam lideranças que apontem caminhos e que saibam conviver com as diferenças e dialogar.


A Coteminas é dona de marcas como Artex e Santista, é hoje é a maior indústria de itens de cama, mesa e banho nas Américas. Tem 15 fábricas no Brasil, 5 nos EUA, uma na Argentina e uma no México.


Nascido em Minas, Josué vive em São Paulo há 35 anos. Presidiu a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e Confecção), na qual tem atualmente a posição de presidente honorário. Também foi presidente do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial).


Megamanifestações contra Bolsonaro

Em BH, manifestantes cobram impeachment ao final da CPI do Senado, foto Cecília Pederzoli


Todas as capitais brasileiras do Brasil, além da capital federal e outras 15 cidades fora do país registraram protestos contra Bolsonaro nesse sábado (3). Os atos aconteceram em Brasília, Rio Branco, Belém, Palmas, Macapá, Manaus, Campo Grande, Aracaju, Curitiba, Cuiabá, Boa Vista, Belo Horizonte, Vitória, Fortaleza, Maceió, Florianópolis, Goiânia, João Pessoa, Porto Velho, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Paulo, Natal, Salvador, São Luís e Teresina.


No exterior, envolveu as cidades de Londres (Reino Unido), Freiburg, Hamburgo, Frankfurt, Munique e Berlim (Alemanha), Aarhus (Dinamarca), Zurique (Suíça), Viena (Áustria), Vancouver (Canadá), Paris (França), Bruxelas (Bélgica), Aveiro e Coimbra (Portugal) e Genebra (Suíça). Em todas as manifestações, o grito de ordem é pelo impeachment de Bolsonaro.


LEIA MAIS: Bolsonaro tem três saídas: impeachment, dar golpe ou sangrar até 2022



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