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Pacheco se vinga e tira o União/PP da chapa de Simões

  • 9 de fev.
  • 4 min de leitura

Sem mudar de partido e sem assumir a candidatura a governador, o senador Rodrigo Pacheco (PSD) entrou em ação e tirou o União Brasil da futura chapa do rival Mateus Simões (PSD). A iniciativa impacta diretamente a sucessão estadual, ao isolar Simões, que é o atual vice-governador e pré-candidato a governador. Além de seu partido, ele terá o apoio só de seu ex-partido, o Novo. Com isso, Pacheco também troca o PSD, que o traiu, e vai filiar-se ao União Brasil, que traz junto o PP, legenda que está federado ao primeiro.

Pacheco também troca o PSD, que o traiu, e vai filiar-se ao União Brasil, que traz junto o PP, legenda que está federada ao primeiro, fotos Andressa Anholete/Senado, Wilson Dias/ABr e Luiz Santana/ALMG


Como se sabe, no último 27 de outubro, o PSD filiou Simões com a promessa de lançá-lo como candidato a governador, rifando Pacheco que era igualmente pré-candidato. O primeiro movimento da novidade já foi dado com a troca do comando do União, afastando o deputado federal bolsonarista, Marcelo de Freitas, e empossando o deputado federal Rodrigo de Castro no comando.


A filiação de Pacheco ainda não confirma sua candidatura ao governo, mas atende a uma das três condições que ele colocou para ser candidato. As outras duas condições, apoio político e boa estrutura de campanha, serão a pauta do encontro que terá com o presidente Lula (PT) até o final deste mês.


O que dirá Pacheco a Lula?


Previsto para esta semana ou depois do Carnaval, o presidente Lula terá o encontro definitivo com Pacheco. Lula fará o último apelo para que ele seja candidato a governador de Minas. Além das condições que estabeleceu para a disputa, Pacheco vai pedir a receita para vencer. Em recente entrevista ao UOL, o presidente disse que irá vencer a eleição em Minas e que Pacheco será eleito governador. Se não for convencido, o senador rejeitará o desafio.


Três governos Zema


Final de mandato é igual em todos os governos. Neste último ano de gestão de Zema, dizem, pelos corredores da Cidade Administrativa, que, hoje, há três governos. Um é administrado pelo vice Mateus Simões; outro por Marcelo Aro, secretário da Casa Civil, e um terceiro seria comandado por ninguém. O próprio Zema trocou tudo pela campanha antecipada. Simões já adiantou que, quando assumir o governo, no dia 4 de abril, com a desincompatibilização de Zema, vai pôr as rédeas na gestão, estabelecendo comando único.


Falcão: governo Zema piorou


Apoiador de Zema no 1º mandato, o presidente da Associação Mineira de Municípios e prefeito de Patos de Minas, Luís Falcão, que já foi filiado ao Novo, disse que o governo piorou. “A diferença entre os dois governos de Zema foi essa: no primeiro mandato, o governador era Romeu Zema e foi um bom governo; no segundo, veio essa figura do vice-governador, promovendo falta de diálogo e até truculência”, disse Falcão durante entrevista ao Podcast Se Liga, Minas, que será exibido hoje, às 20 horas, na TV Banqueta, canal 6 da Claro.


Alckmin revela seu futuro


O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Geraldo Alckmin (PSB), revela em BH, nesta segunda, às 19h30, seus rumos políticos e os econômicos do país. Irá adiantar se continuará vice na chapa de reeleição de Lula ou se vai disputar o governo de São Paulo. Poderá adiantar ainda as alianças que o petista fará, em Minas, para garantir o palanque. A palestra de Alckmin abre o 1º Conexão Empresarial do ano, no Centro de Referência do Queijo Artesanal, no Espaço 356.


TJMG terá prédio próprio


Depois de 13 anos e meio, o Tribunal de Justiça de Minas conquistou, na justiça, a propriedade sobre sua atual sede na Avenida Afonso Pena 4.001, no Bairro Serra, em BH. O prédio pertencia à operadora de telefonia OI e, após a desapropriação em 2012, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) impugnou o ato judicialmente. A partir da atuação da Câmara de Conciliação da Advocacia-Geral do Estado, chegou-se a um acordo para pagamento das parcelas restantes. À época, houve um pagamento de cerca de R$ 60 milhões e faltavam outras duas parcelas de igual valor, que dependiam do término da demanda, reconhecendo também a regularidade da desapropriação.


Mais dois prédios para o TJ


A Prefeitura de BH autorizou também o Tribunal de Justiça a construir duas edificações, uma ao lado sul do prédio atual e outra no lado norte. Os dois novos prédios irão reunir todos os setores do Tribunal, judiciais e administrativos, que estão espalhados pela capital mineira. Um deles sediará todos os plenários de julgamento, inclusive do Órgão Especial e do Tribunal Pleno, e outro abrigará a administração do Tribunal. O atual prédio continuará a ser destinado aos gabinetes de desembargadoras e desembargadores. Após a conclusão dos projetos, será publicado o edital da licitação.


Cidades históricas ameaçadas


Cinco municípios mineiros que detêm bens classificados pela Unesco como patrimônio cultural mundial vão perder recursos com o fim do ICMS cultural. São eles: Ouro Preto, Congonhas, Diamantina, Belo Horizonte (Pampulha) e Januária (Vale do Peruaçu). O alerta foi dado em vídeo, nas redes sociais, pelo prefeito de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo, referindo-se à reforma tributária. “Estamos preocupados com o fim do ICMS cultural. É preciso que surjam novos mecanismos de incentivo”, cobrou.

 
 
 

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