Marcelo Aro: jogada com risco de suicídio político
- 30 de jul.
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Se tinha medo de disputar o Senado junto do “inimigo” e senador Carlos Viana (PSD), Marcelo Aro, como pré-candidato ao governo, vai brigar com, ao menos, seis rivais muito competitivos. Além disso, a maioria deles é de ex-aliados que romperam com ele, como os pré-candidatos Alexandre Kalil (PDT), Gabriel Azevedo (MDB) e, o mais recente, Mateus Simões (PSD). Aviso: vem chumbo grosso contra ele por aí.

Marcelo Aro foi secretário no governo Zema/Simões e, agora, pula dessa barco, foto Ascom AMM
Indiretamente, enfrentará outras vítimas de suas articulações políticas, como o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e os empresários Flávio Roscoe e Vitorio Mediolli (PL). Esses eram pré-candidatos e foram atropelados. Jarbas Soares (PSB), que era pré-candidato a governador e poderá disputar o Senado na chapa do PT, contestou informação publicada aqui e disse que tem relações cordiais com Aro.
O argumento de Aro, segundo o qual rejeitava a presença de Carlos Viana na chapa, foi um pretexto, conforme aliados de Simões, que, para superar o impasse, lhe ofereceu a vaga de vice. Ele dispensou, dando a entender que queria outra coisa, ou seja a cabeça da chapa.
Os riscos de suicídio político fazem parte dessa perigosa jogada, que, para alguns, é obra de habilidoso articulador. Afinal, ele passou quatro anos no governo Zema/Simões, cacifando-se junto a prefeitos para ser candidato a senador. Agora, a dois meses da votação, dá um cavalo de pau em seu e no projeto político dos outros. O apoio de 800 prefeitos, do qual se gabava de ter, poderá não o acompanhar, já que boa parte fechou com o atual governador candidato à reeleição.
Como ex-secretário de Zema e de Simões, Aro terá dificuldades de montar sua narrativa. Deverá se agarrar a uma via alternativa, que rejeita a volta do PT e a continuidade do Novo no governo mineiro. Trairá Simões e a Zema, que é pré-candidato a presidente, ao optar pelo bolsonarismo do presidenciável Flávio (PL).
Cleitinho contra-ataca
Rifado pelo partido, depois de adiar consecutivamente sua decisão, Cleitinho anunciou entrevista, em Divinópolis (Centro-Oeste), para contar o que chamou de a “verdade dos fatos”. Como disse o presidente do Republicanos, Marcus Pereira, Cleitinho perdeu o timing, ou numa linguagem política mineira, deixou o cavalo arreado na porta passar, puxando o trem da história. Durante todo o dia dessa quarta (29/7), Cleitinho tentou se reunir com Marcus Pereira, “onde ele estivesse”, para dar o “sim”. Não conseguiu.
Diante disso, foi para o Centro de sua cidade natal para dar seu manifesto, responsabilizando o sistema, a direção de seu partido e Marcelo Aro, que atuou no vácuo dele. Por mais que convoque a população para uma reação, não terá efeito. O povo, a quem se diz ligado, não está ligado, ainda, à campanha eleitoral. Como tem milhões de seguidores e um discurso do desabafo, deixará alguns estragos, mas o jogo ainda vai começar.
Candidatos a deputados que se filiaram ao Republicanos, confiando no potencial eleitoral de Cleitinho, entraram em pânico. Estão refazendo as contas. Hoje, o partido tem cinco deputados e torcem para que, pelo menos, quatro se reelejam diante da mudança de cenário.































Há muito "Aro" em Minas, parece que na Prefeitura de Belo Horizonte, na Federação Mineira de Futebol, na politica partidaria...Ela é mais presente do que os da família Pinheiro?