Lojas de rua resistem à pandemia e superam internet e shoppings

As lojas físicas, em sua maioria localizadas nos centros comerciais, resistiram ao fechamento do comércio e se mantêm como local de compra preferido de 54,4% dos belo-horizontinos. O resultado é de pesquisa que analisou o comportamento dos consumidores da capital e foi feita pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH). Foram ouvidas 297 pessoas entre os dias 26 de julho e 4 de agosto.


De acordo com o estudo, a internet aparece como segunda opção na preferência dos consumidores, representando 37,5%. Os shoppings ocupam o terceiro lugar, com 8,1%. “Quando comparamos com a última pesquisa, notamos uma mudança de comportamento do consumidor em relação à internet. Antes, ela era a terceira opção, agora surge como segunda. Isso se explica com o fechamento do comércio durante a pandemia”, avaliou o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

Consumidores ainda preferem as lojas de ruas pela diversidade, foto reprodução TV Globo


Segundo os entrevistados, os dias úteis (de segunda à sexta-feira) são os preferidos para realizar as compras, especialmente no período da manhã. Quando questionados se mudaram a forma de comprar durante a pandemia, 58,6% afirmaram que sim. Já em relação às compras realizadas via aplicativo ou online, 39,8% dizem que aumentou e/ou aumentou muito. Em contrapartida, 35,4% disseram que não utilizam ferramentas digitais para comprar.


“As lojas de rua continuam sendo o local favorito dos consumidores, uma vez que concentram uma grande diversidade de estabelecimentos comerciais e serviços e, além disso, atendem a todas as classes sociais”, apontou o dirigente empresarial.


Localização é fator de influência


84,2% dos consumidores relataram que, ao menos uma vez, já compraram em lojas de rua. Dentre eles, 53,2% afirmam que quase sempre vão ao centro comercial, 13,6% vão quase sempre e 18%, às vezes.

Para os belo-horizontinos, a localização é o fator mais importante para realizar as compras nas lojas físicas (52,8%), para 41,2% é a praticidade, o preço é fundamental para 28,8% e 18% dizem ser a variedade de produtos.

O tíquete médio mensal gasto nas lojas físicas é de R$ 399 e os setores mais procurados são o de supermercados (95,6%), cosméticos (13,2%), roupas (10,8%). , artigos de utilidade doméstica (8,8%) e calçados (6%).


E-commerce e shopping center


64,6% dos consumidores afirmam que compram pela internet com frequência. Já 39,1% dizem que nunca compraram. Ao serem questionados sobre quais motivos os levam a realizar compras de forma online, 51,1% dizem que o preço é fator determinante, 47,2% afirmam que a praticidade é o principal e 38,9% acham confortável. Segurança (28,3%) e variedade de produtos (18,3%) também aparecem na lista.


Com um tíquete médio mensal de R$ 326,93, os produtos mais comprados pela internet são roupas (45,9%), eletrodomésticos (41,4%), calçados (28,02%), artigos de utilidade doméstica (16%) e supermercado (14,9%).

Os consumidores que optam pelos shoppings centers para realizar suas compras costumam gastar, a cada compra, R$ 243,33. 86,5% dos entrevistados afirmam que, pelo menos uma vez, já realizaram compras nesses estabelecimentos. Já 13,5% dizem não consumir em shoppings, pois, acreditam que os produtos oferecidos possuem preço mais elevado que os demais ou, então, não gostam do ambiente.


A localização é o fator determinante para 33,3% escolherem os shoppings. Em seguida aparecem: variedade de produtos (29,3%), lazer e praça de alimentação (25,3%) e praticidade (13,3%). Os principais produtos adquiridos nas compras realizadas em shoppings são: roupas (59,5%), calçados (37,8%), supermercados (28,4%), cosméticos (20,3%) e eletrodomésticos (8,1%).

(*) com Ascom CDL/BH


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