Como no 1º turno, eleitor opta mais uma vez pelo centro e rejeita a dita ‘nova política’

Fechadas as urnas deste domingo (29) de 2º turno, o eleitor reafirmou a opção do 1º turno, ao eleger candidatos do centro (chamados de ‘velha política’) e rejeitou a dita ‘nova política’. Diante disso, o MDB, PSD, PP e DEM são os maiores vencedores ao ganhar prefeituras que alcançam cerca de 43% da população brasileira.

Esses quatro partidos conquistaram 13 das 25 capitais brasileiras em disputa. Além disso, ganharam 43 dos 96 maiores municípios brasileiros (capitais e cidades com mais de 200 mil eleitores) e 2.591 do total de 5.570 cidades do país. Já os candidatos que se autointitulam de nova política, a exemplo do Partido Novo, PSL e outros aliados do bolsonarismo saíram derrotados.

Partido do presidente do Senado, David Alcolumbre, e da Câmara, Rodrigo Maia (ambos do DEM), sai vencedor, Foto: Roque de Sá/Agência Senado


Se somadas as populações das cidades onde MDB, PSD, PP e DEM venceram, chega-se a 90,2 milhões de pessoas. O total é próximo da metade do total de brasileiros, segundo dados mais recentes do IBGE, de acordo com informações da Agência Senado.

Mapa partidário eleitoral após eleições municipais (fonte Agência Senado) - Veja abaixo o desempenho de outros partidos


MDB governará 26 milhões de brasileiros


O MDB mantém a liderança, com 26 milhões de habitantes em 786 cidades, incluindo cinco capitais. O DEM governará 24,4 milhões de habitantes, metade dos quais estão em Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Curitiba (PR). O PSD terá 23 milhões, com destaque para Belo Horizonte (MG), e o PP governará 16,6 milhões, mesmo sem ter vencido nenhuma cidade com mais de 1 milhão de habitantes.


Além desse grupo, o PSDB fecha a lista dos 5 partidos que chefiarão mais prefeituras a partir de 2020, e aproveitou o segundo turno para melhorar o desempenho nas urnas. A sigla foi a que mais perdeu prefeitos e vereadores em números absolutos, mas manteve o comando da maior cidade do país, São Paulo (SP), e levou 18 dos 96 maiores municípios. Ao todo, o PSDB governará a maior fatia do país para um partido só: 34 milhões de pessoas, ou 16% da população nacional. Mais de um terço desse total está apenas na capital paulista.


Esquerda perde espaço


O resultado do segundo turno não foi bom para os partidos de esquerda e centro-esquerda. PDT, PSB, PT e PCdoB perderam prefeituras em relação a 2016. Juntos, governarão 27 milhões de habitantes, ou menos de 13% da população total. O grupo venceu em apenas 12 das 96 maiores cidades.


Ficarão com quatro capitais, todas no Nordeste: Recife (PE) e Maceió (AL) com o PSB, Fortaleza (CE) e Aracaju (SE) com o PDT. É a primeira vez desde a redemocratização do país, há35 anos, que o PT não elege nenhum prefeito de capital. Já o PSOL aumentou o seu capital eleitoral em 2020 e conquistou a prefeitura de Belém (PA).


Bolsonarismo refluiu na eleição


Os aliados do presidente Jair Bolsonaro também foram derrotados. O único a ganhar uma capital foi em Rio Branco (AC), com Tião Bocalom (PP). O PSL, partido pelo qual Bolsonaro se elegeu, comandará mais prefeituras, mas nenhuma delas está entre as 96 maiores do país. Já o Republicanos, partido de dois dos três filhos do presidente, levou três grandes cidades, entre elas uma capital, Vitória (ES), e outra de médio porte, Campinas (SP), mas perdeu o comando do Rio de Janeiro (RJ).

Mapa partidário eleitoral após eleições municipais (outros partidos)


Macapá, capital do Amapá, teve eleições adiadas para o próximo domingo por conta do apagão que atingiu o estado. Brasília não realiza eleições municipais, mas o Distrito Federal é governado pelo MDB.


(*) com informações da Agência Senado

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