Bonifácio Andrada é sepultado após 60 anos de mandatos políticos

Foi sepultado, na tarde desta quarta (6), o corpo do ex-deputado federal Bonifácio Andrada em Barbacena (Campos das Vertentes), sua terra natal. Ele morreu, na terça (5), aos 90 anos, após complicações com a Covid-19. É o político que mais exerceu mandatos em todo o país. Foram quatro mandatos na Assembleia Legislativa de Minas, onde foi também presidente da Casa. Foram 16 anos, entre 1959 e 1975. Depois disso, foi deputado federal por 10 mandatos consecutivos, ou seja, mais 40 anos de vida política, de 1979 até 2019. Antes de virar parlamentar, ocupou cargos políticos na administração estadual.

Bonifácio Andrada dá entrevista em 2001, foto Rodrigo Dias/ALMG


Sexta geração do patriarca da Independência


Bonifácio José Tamm de Andrada pertencia à 6ª geração de José Bonifácio, patriarca da Independência, família tradicional na política brasileira. Foi advogado, jornalista, cientista político, professor universitário e político brasileiro.


Em sua trajetória partidária, passou pela UDN, Arena, PDS, PTB, PSDB e, por último, o Dem. Foi também candidato a vice-presidente de Paulo Maluf, nas eleições de 1989, além de fazer parte da Assembleia Nacional Constituinte.


Casado e pai de oito filhos, entre eles o deputado federal Lafayette Andrada (Republicanos), o desembargador Doorgal Andrada, o ex-prefeito e ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado Toninho Andrada e o procurador da República, José Bonifácio. Era também avô do deputado estadual Doorgal Andrada (Patri). Esses serão seus herdeiros como políticos e juristas.


Repercussão no meio político


O falecimento causou comoção no meio político. O governador Romeu Zema (Novo), prestou condolência. “Fui informado há pouco do falecimento do advogado, professor e jornalista Bonifácio Andrada, homem público com longa trajetória em favor de Minas Gerais, em especial na Câmara dos Deputados. Presto minha solidariedade a amigos e família nesse momento de dor”.


Em sua conta do Twitter, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Agostinho Patrus (PV), lamentou o falecimento: “Como membro da Assembleia Nacional que elaborou a Constituição de 1988, ele deixou um legado de apreço pela democracia. Meus sentimentos a familiares e amigos”, destacou.







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