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AMM: projeto de Lula que reonera municípios é “inaceitável e covarde”

A Associação Mineira de Municípios (AMM) está atuando fortemente na Câmara dos Deputados para que seja rejeitado o projeto que reonera a folha de pagamento dos municípios. A proposição teve regime de urgência aprovado pelos deputados na noite de ontem (9) e deve ser debatida em Plenário na próxima terça-feira, 16 de abril. Para o movimento municipalista, o projeto apresentado é “inaceitável”, pois fere premissas fundamentais conquistadas por meio da Lei 14.784/2023 e referendadas pelo Congresso duas vezes. A associação mineira age em consonância com a Confederação Nacional de Municípios (CNM).


Presidente da AMM e prefeito de Coronel Fabriciano, Marcos Vinicius, concede entrevista, foto site AMM


Diante desse cenário, a entidade convoca todos os gestores municipais a estarem em Brasília no dia 16 de abril. Também pede para que entrem em contato com todos os deputados da base e peçam que votem contra o projeto.


Mesmo após intensa mobilização do movimento municipalista em Brasília, na terça (9), quando o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Coronel Fabriciano, Marcos Vinicius, assim como representantes de outros estados brasileiros, estiveram no Congresso Nacional angariando apoio para a aprovação da proposta da Confederação Nacional de Municípios (CNM), a PEC 66/2023. “Ontem, trabalhamos no Senado para que tramitasse e aprovasse a PEC 66, para trazer um alívio na questão da desoneração, da dívida previdenciária, precatórios, parcelamentos. Mas, por incrível que pareça, enquanto estamos trabalhando no Senado, de forma covarde, o governo manda para a Câmara, em regime de urgência, o PL 102”, apontou o presidente da AMM.


Impacto de R$ 9,3 bilhões


O PL impacta negativamente os municípios em R$ 6,3 bilhões neste ano e, ao criar regras diferenciadas com base na Receita Corrente Líquida (RCL) per capita, deixa de beneficiar 2,9 mil municípios. A medida atual contempla 5.366 cidades. Além disso, ao contrário do que prevê a Lei, a proposta do governo federal teria vigência apenas até 2026 e não de forma permanente. A alíquota seria elevada para 14% já em 2024, 16% em 2025, 18% em 2026, e retornaria a 20% a partir de 2027.


“Nós precisamos estar na Câmara no dia 16, para olhar no olho dos deputados, que tanto precisam do nosso apoio, e cobrar uma postura favorável aos municípios. Por isso, é importantíssima a nossa presença em Brasília, senão acabou a desoneração para os municípios de Minas Gerais e do Brasil”, avisa Marcos Vinicius.


Entenda


A Lei 14.784/2023, nesses três primeiros meses do ano, garantiu uma economia de R$ 2,4 bilhões, do total de R$ 11 bilhões estimado para o ano. No modelo apresentado pela União no PL, a perda soma R$ 8,9 bilhões em 2025 e R$ 9,7 bilhões em 2026.


Destaca-se que a redução – de 20% para 8% – da alíquota da contribuição previdenciária patronal dos municípios ao Regime Geral de Previdência Social foi aprovada pelo Congresso Nacional para todos os municípios com até 156,2 mil habitantes. O movimento municipalista lamenta que o projeto tenha sido apresentado sem diálogo com os municípios e espera que o Parlamento ouça a voz e as demandas do movimento municipalista na discussão da desoneração.


A AMM, junto com a CNM e o movimento municipalista nacional vem buscando o diálogo junto ao Executivo e ao Congresso para tratar da desoneração e da questão previdenciária. A entidade já apresentou proposta ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, ao secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento, Gustavo Guimarães, além de lideranças no Senado.

(*) Com informações da CNM e da AMM

 

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