Comércio de BH registra queda média de 65% das vendas/dia com pandemia

24.03.2020

Por conta da pandemia do Coronavírus, empresários dos setores de comércio e serviços da capital mineira avaliam que os próximos meses serão de queda nas vendas. Levantamento da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH) com 413 empresários, realizado de 19 a 20/03, apontou que 99% dos entrevistados serão impactados.

Pesquisa realizada pela CDL/BH com 413 empresários

 

De acordo com 63,4%, o prejuízo nas vendas para os próximos meses será muito alto e para 16,9%, o impacto será alto. Os que consideram que o prejuízo nas vendas será baixo totaliza 8,0% dos comerciantes. Em seguida aparecem: prejuízo moderado (6,5%); baixo (4,4%); não sabe avaliar (0,5%) e 0,2% acredita que não haverá. “O percentual médio de prejuízo nas vendas pode chegar a 65% segundo o levantamento”, disse o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva.

 

Os empresários entrevistados relataram que, em média, vendem em dias normais um montante de R$ 6.950,62. Em consequência da pandemia do Coronavírus, eles relataram que estão perdendo um montante de R$ 4.585,59 em vendas/dia.

 

Por ramo de atividade, o setor de bares e/ou restaurantes relatou o maior percentual médio de perda nas vendas: 81,6%. Em seguida aparecem: vestuário e/ou calçados (76,5%); papelaria e livrarias (63,8%); eletrodomésticos e móveis (60,9%); produtos alimentícios e supermercados (55,3%) e material de construção, elétrico, tinta e vidraçaria (54,2%).

 

Queda na receita

 

Segundo estimativa da CDL/BH, o faturamento dos setores de comércio e serviços para o mês de março chegaria a R$ 4,6 bilhões. Com o Covid-19, a entidade estima uma queda na receita de R$ 2,09 bilhões, ou seja, um faturamento para o mês de março de R$ 2,51 bilhões dado ao novo cenário.

 

“A queda não será maior, pois tivemos duas semanas de vendas normais no mês de março. Além disso, os supermercados e drogarias não apresentaram uma grande perda”, disse o presidente da CDL/BH. “Para reduzir os efeitos econômicos da pandemia, estamos trabalhando junto às esferas governamentais, solicitando a concessão de prazos maiores para pagamento de tributos”, acrescentou.

 

As principais preocupações relatadas pelos empresários são: queda no volume de vendas (79,4% dos entrevistados); redução no faturamento da empresa (68,8%); redução do fluxo de clientes (67,3%); falta de funcionário (24,7%); aumento no preço dos fornecedores (22,8%); entre outros.

 

Na opinião do presidente da CDL/BH, a tendência de agora em diante, e pelos próximos seis meses, é de uma retração em todos os segmentos; exceto saúde. “Algumas medidas podem ser tomadas pelos empresários. Precisamos cuidar das pessoas e das empresas e nos prepararmos para o segundo semestre, quando tudo indica que a pandemia do Coronavírus poderá estar controlada”, previu.

 

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