Presidente da AMM é lançado ao Senado em eventual chapa de reeleição de Zema

Dois anos e meio antes do fim de seu mandato, o governador Romeu Zema (Novo) já adiantou que disputará à reeleição. Pode ser pelo partido ou outro, já que eles passam por DR (discutindo a relação) nesse momento. Como não há vácuo em política, o prefeito de Pirajuba, Rui Ramos (PP), deu dica importante ao governador que começa a entender o traçado da política. Claro, a boa política, até porque não existe a má política, apenas maus políticos.

O prefeito Rui Ramos, Zema e Julvan em Pirajuba, foto Divulgação

O prefeito ajudou o governador a compor a chapa da qual ele será o (re)candidato a governador. Lançou o nome que poderá fortalecer a interiorização de Zema nas eleições de 2022. Apontou o nome do prefeito de Moema, Julvan Lacerda (MDB), que é o presidente da Associação Mineira dos Municípios. E vice-presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

O lançamento feito por Rui Ramos quebrou o protocolo de uma cerimônia na qual ele estava inaugurando ETE (estação de tratamento de esgoto) em sua cidade. Em função das conquistas para a municipalidade, Rui Ramos traduziu a relação de Julvan com os prefeitos mineiros. Como presidente da AMM, ele negociou acordo extrajudicial pelo qual o Estado pagará dívida de R$ 7 bilhões aos municípios, após dois anos de bloqueio.

Zema quer se reforçar contra rivais

Se aceitar a missão, Julvan poderá ser nome de peso para atrair votos para Zema e ganhar a vaga do senador Antonio Anastasia (PSD), que deverá disputar a reeleição. O atual quadro político aponta para três candidaturas fortes em disputa nas eleições de 2022. De um lado, o próprio governador buscando a reeleição. Do outro, Alexandre Kalil se for reeleito prefeito neste ano e o senador Rodrigo Pachedo (DEM), que sonha com o cargo.

Zema está hoje no partido Novo, e Julvan, no MDB; Anastasia trocou o PSDB do conhecido Aécio Neves para o PSD do prefeito Alexandre Kalil. Os dois primeiros podem fazer o mesmo sobre a filiação partidária. Em período eleitoral, tudo pode acontecer.

Amoêdo quer enquadrar o governador

Nos últimos dias, Zema tem sido pressionado pela direção nacional de seu partido, que reprovou o reajuste de 41,7% que o governador deu para os policiais. Agora, quer que ele vete. A sugestão soa como suicídio político, já que Zema se comprometeu com a medida como fez com os prefeitos mineiros, de pagar a dívida milionária em 33 parcelas. Não há espaço para andar para atrás, ou seja, o presidente nacional do Novo, João Amoêdo, perdeu o timing, o que é imperdoável em política.

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