Extinguir município é ideia de “tecnocrata criado em apartamento”, diz AMM

27.11.2019

Em protesto, cerca de 500 prefeitos e vereadores mineiros repudiaram a PEC do governo Bolsonaro que extingue municípios mais pobres. Além deles, prestaram solidariedade aos municípios 10 deputados estaduais e federais e os três senadores mineiros. Convocado pelo presidente da Associação Mineira dos Municípios (AMM) e prefeito de Moema (Oeste), Julvan Lacerda, o ato foi realizado em BH na terça (26).

 

Cerca de 500 prefeitos e vereadores protestam em BH, foto ascom AMM

 

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) quer eliminar 1.253 municípios que tenham população menor do que 5 mil habitantes e baixa renda. Por esses critérios, essas cidades voltariam à condição de distritos a partir de 2025. Em Minas Gerais, 231 municípios correm o risco de serem extintos, de acordo com estimativas do IBGE de 2019.

 

82% dos municípios seriam extintos


De acordo com o consultor da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Eduardo Stranz, por essa regra, 82% dos municípios brasileiros seriam extintos. “Eles não atingem os 10% de autonomia que é cobrado dos municípios pequenos”, avaliou.

 

Para o presidente da AMM, a medida teve inspiração nazista e foi gestada por “tecnocratas de apartamento” que desconhecem a realidade brasileira. Ele comparou a possível extinção dos municípios ao que foi feito no nazismo. “Começa assim. Não podemos deixar que o governo central eleja uma classe privilegiada. Tal município pode ser município, tal município não pode. Isso aí faz a gente lembrar lá da Alemanha, quando Hitler falou que aquele tipo de pessoa tinha que morrer e aquele outro podia viver”, criticou.

 

Mobilização nacional será no próximo dia 3


A mobilização promovida pela AMM e CNM, nessa terça (26), é preparatória para a grande mobilização nacional, que acontecerá em Brasília, no dia 3 de dezembro. Do ato, foi feita carta de Minas, que foi entregue a todos os integrantes da Câmara dos Deputados, do Senado e para a Presidência da República.

 

Com a medida, o governo deixa de encarar os principais problemas do país, como o desemprego e o aumento da violência, em especial do feminicídio.

 

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