Manifestações perdem força sobre STF e Congresso Nacional

02.07.2019

Realizadas em 26 estados, envolvendo cerca de 80 cidades, no domingo (30), as manifestações de rua foram iniciativa dos seguidores e aliados do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e do ministro da Justiça, Sérgio Moro, no momento em que, após seis meses de governo, registra-se queda de 17 pontos percentuais na aprovação do governo desde sua posse, em janeiro. Era 49%, e caiu para 32% (dados de junho passado pelo Ibope/CNI), mesmo índice da taxa de rejeição e também daqueles que o avaliam como regular (mais ou menos).

Da parte do ministro Sérgio Moro, o desagravo foi feito quando cresce o desgaste político dele em função dos vazamentos de suas conversas, troca de mensagens pelo Telegram, do período em que ele foi juiz federal com membros da operação Lava Jato em Curitiba. As mensagens sugerem direcionamento nas investigações da operação contra alguns políticos, especialmente o petista Lula da Silva.  

As manifestações exibiram ainda número menor de apoiadores do que as anteriores e divergências entre os seguidores. A turma do MBL (Movimento Brasil Livre) foi hostilizada pelos segmentos mais à direita que cobraram dele apoio ao governo Bolsonaro e não só a Sérgio Moro.

Pelas palavras de ordem, os atos defenderam, além do governo Bolsonaro, o pacote anticrime apresentado por Moro e a reforma da Previdência. Do lado do protesto, tiveram como alvo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e lideranças do Congresso Nacional.

É possível que as manifestações criem ambiente de pressão sobre o Legislativo e o Judiciário no momento em que a agenda de ambos trazem dificuldades para o governo e o futuro do ministro. A tensão deve ser elevada com julgamentos, no STF, sobre, entre outros, o pedido de habeas-corpus do ex-presidente Lula (PT) e a descriminalização do uso de drogas. Ao comentar os atos, o presidente do Supremo, Dias Toffoli, disse que os ministros da corte têm o "couro forte" para suportar quaisquer pressões.

Nesta semana, e até o início do recesso parlamentar (18 de julho), os deputados federais deverão votar a reforma da previdência, após alterações sobre o texto original, que reduziram em R$ 300 bilhões a expectativa de economia na próxima década.

FOTO MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

 

 

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