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Com dívidas herdadas, Zema fica sem pesquisa

A um dia dos 100 de gestão (nesta quarta, 10), o governador Romeu Zema (Novo) também não conseguiu muitos avanços, depois de herdar um déficit oficial de R$ 11,5 bilhões e enfrentar, logo no primeiro mês, uma tragédia humana, ambiental e econômica em Brumadinho (Grande BH). Ali morreram cerca de 300 pessoas, o município foi devastado, com gravíssimas consequências ambientais, assim como a já combalida economia mineira com a paralisação parcial da mineração.

Conseguiu manter a máquina pública em funcionamento, muito mais pelo compromisso dos servidores públicos, que recebem os salários parcelados dentro do mês e, em 11 parcelas, o 13º salário do ano passado. Como o déficit, o atraso na gratificação natalina foi herança do governo Fernando Pimentel (PT). Outra herança da gestão passada, um passivo de R$ 12 bilhões junto aos municípios, somada à dívida do atual governo, de mais R$ 1 bilhão com as mesmas prefeituras, totalizando R$ 13 bilhões. Desse montante, Zema conseguiu fazer acordo, via Judiciário mineiro, com a Associação Mineira dos Municípios (AMM), pelo qual irá pagar R$ 7 bilhões em 30 parcelas.

De onde sairá o dinheiro?

Agora, tem o desafio de encontrar o dinheiro para bancar o acordo. Para isso, depende de a Assembleia Legislativa aprovar seu projeto de recuperação fiscal, que prevê, entre outras coisas, a venda de estatais, congelamento de salários, de contratações e de subsídios fiscais. Medidas amargas e impopulares. Se convencer os deputados estaduais e ganhar o apoio deles, ficará credenciado a renegociar a dívida de Minas junto à União. Dela, sairá o dinheiro para bancar o acordo com os prefeitos e até para ajustar parte da conta com o funcionalismo.

FOTO RENATO COBUCCI/IMPRENSA MG: Com Julvan Lacerda (AMM) ao fundo, Zema assina acordo com prefeitos ao lado da desembargadora Mariangela Meyer (TJMG)

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