Hora da verdade para o MDB mineiro após autodissolução do diretório

13.07.2018

Chegou a hora da verdade para o MDB mineiro. Até então, ninguém sabia quem mandava ali, quem tem liderança de fato, especialmente depois que o presidente estadual e vice-governador Antônio Andrade rompeu com o governador Fernando Pimentel (PT) e, mais recentemente, o presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes, outra forte liderança do partido, também afastou-se do petista.

No entanto, diante de nova disputa eleitoral, com risco de o partido sair menor do que é hoje, os seis deputados federais e 13 estaduais se rebelaram contra Antônio Andrade e pediram a cabeça dele para a direção nacional, que pode decidir a qualquer momento pela intervenção. O que significa isso? É uma medida antipática, de força para atender ao apelo da bancada. O que os deputados  mais querem é garantir a reeleição deles, a sobrevivência política deles e, para isso, querem uma aliança que os ajude a se reeleger nesse cenário de descrédito e de raiva do eleitor.

A bancada federal é, hoje, a instância mais forte de  um partido, porque é, a partir do número de integrantes dela, que se define o tempo de televisão na campanha eleitoral e o tamanho do fundo partidário e do fundo eleitoral, que, com o fim do financiamento eleitoral por empresas, passou a ser a principal fonte de dinheiro de um partido. Daí a importância de ter bancada cada vez maior.

As bancadas gostariam de manter a aliança, já rompida, com o PT do governador Fernando Pimentel, que deverá tentar a reeleição. Hoje, a bancada estadual se diz fechada com a candidatura própria a governador de Adalclever Lopes, que poderia atrair outros partidos para uma boa composição, mas suas chances eleitorais não são animadoras. A bancada federal prefere reeditar a aliança com o PT. Antônio Andrade diz também que quer candidatura própria e que ele seria o candidato. Divulgou convocação para esta segunda (16), a fim de marcar da convenção que escolherá os candidatos. Enfim, uma torre de babel; por isso, o partido admitiu a incompetência pra resolver e apelou a Brasília que ganhou amplos poderes para intervenção. Está nas mãos de Romero Jucá, senador e presidente nacional do MDB.

FOTO REPRODUÇÃO SITE BHAZ/ O Presente: Antônio Andrade reagiu convocando reunião da executiva da qual não tem maioria

 

 

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