Fragmentado, MDB tem agora 3 opções para as eleições deste ano

17.05.2018

Além de curioso, o MDB é um partido totalmente partido, fragmentado. Até menos de dois meses atrás, estava dividido entre o apoio à reedição da aliança com o PT do governador Fernando Pimentel e a candidatura própria. Candidatura própria, convenhamos, o MDB não tem, neste ano, nome competitivo para conquistar o governo de Minas. Agora, fiel à sua natureza, surgiu outra fragmentação. Uma terceira ala já está pensando no apoio à pré-candidatura a governador do PSDB do senador Antonio Anastasia.

Após o rompimento entre o MDB, da parte que o apoiava, liderada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes, Anastasia, admitiu abrir conversas com eles. Essa será, no entanto, uma opção mais complicada para o MDB, ou seja, fazer uma reviravolta em sua trajetória depois de cerca de 20 anos de oposição ao PSDB. Ainda assim, o MDB se adapta rapidamente às circunstâncias que o mantenham no poder.

No evento que liderou para reafirmar sua pré-candidatura, na segunda (14), Anastasia apresentou duas estratégias para voltar ao governo. Ressuscitar e reunificar a oposição ao governador Fernando Pimentel, por meio de conversas e tentativas de alianças com os pré-candidatos a governador Rodrigo Pacheco, do DEM, Dinis Pinheiro, do Solidariedade, e Márcio Lacerda, do PSB. Ou seja, com a desistência desses em favor do tucano. A segunda estratégia é atuar nos pontos fracos da administração de Pimentel, em questões como os atrasos nos repasses constitucionais aos municípios, referentes aos impostos ICMS e IPVA, e os atrasos e parcelamentos na quitação dos salários dos servidores públicos.

De acordo com a escala de pagamento deste mês, nessa quarta (16), recebem a primeira parcela de R$ 3 mil os servidores da segurança pública e da saúde; os demais servidores, na sexta, 18. As outras parcelas serão pagas nos dias 25 e 30 para quem ganha acima de R$ 3 mil.

Nos bastidores, outro desafio de Anastasia é tentar desvincular-se de seu padrinho político, o senador Aécio Neves (PSDB), que, por conta de envolvimento em denúncias de corrupção da Lava Jato, não deverá entrar na chapa majoritária nem se apresentar ao lado dos pré-candidatos tucano ao governo e à Presidência da República. Ante a ligação entre os dois, pode parecer artificial. Se o eleitor, com certeza, os adversários o lembrarão disso.

 

Definido rito do impeachment

 

Agora, o MDB tem a complexa crise que irá comandar na Assembleia Legislativa com o encaminhamento do processo de impeachment de seu aliado de dois meses atrás, o governador Fernando Pimentel (PT). A mesa diretora da Assembleia concluiu, na quarta (16), a definição do rito do processo de impeachment e adiou para a semana que vem a análise dos dois requerimentos restantes que pedem a anulação da tramitação da denúncia.

O rito ficou pronto antes da definição do prosseguimento ou não do processo. Nesse rito, são estabelecidos prazos, como a defesa do governador, em 10 dias, e outros 10 dias para apresentação de pareceres na Comissão Especial antes da votação do plenário. A tendência, pelo clima de rompimento, é de que os requerimentos sejam indeferidos, portanto, o prosseguimento do processo selaria o rompimento definitivo entre o MDB de Adalclever e o PT de Pimentel, numa declaração de guerra que deixará um dos dois derrotados e, como consequência, fragilizados para as eleições de outubro.

Os prejuízos institucionais também serão enormes, porque a Assembleia, que, até agora, nada votou, continuará sem aprovar projetos no meio dessa crise. Como haverá eleição em seguida, no dia 7 de outubro, pode-se prever que só votará o mínimo exigido por lei.

 

REPRODUÇÃO BHAZ/AGÊNCIA BRASIL: Adalclever, Anastasia e Pimentel são as opções do MDB neste ano

 

 

 

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