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Dilma incomoda aliados e desnorteia oposição na sucessão

FOTOS SITE BRASIL 247: Dilma, ao lado de Pimentel, transfere título para Minas

A entrada da ex-presidente Dilma Rousseff na sucessão estadual deste ano mexeu tanto com o quadro político, que, conseguiu, de um lado, incomodar petistas e aliados e, de outro, perturbar o campo rival. Na sexta (6), último dia, Dilma transferiu seu título de eleitor para Belo Horizonte, após intensas especulações sobre a mudança, credenciando-se a disputar as eleições pelo estado, onde pretende buscar vaga de senadora. Entre alguns aliados, na primeira hora, ficou o sentimento de traição, já que alterou os planos de muita gente que pretendia disputar o cargo.

Por ser bem conhecida, a ex-presidente deverá ter uma eleição fácil e já é tida como dona de uma das duas vagas ao Senado por Minas. Além disso, ela não tem concorrentes fortes e aqueles que poderiam enfrentá-la – como o senador tucano Antonio Anastasia e o governador petista Fernando Pimentel - não são candidatos.

Quem ficou mais aborrecido com a novidade foi o principal aliado do governador Fernando Pimentel (PT), o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adalclever Lopes (MDB). Adalclever articulava ser o único candidato a senador na chapa de reeleição do petista e ainda ser o segundo nome de outros partidos. Agora, terá que concorrer com uma ex-presidente, passando a ser o segundo na própria coligação. Para a próxima semana, o emedebista convocou aliados e conselheiros para avaliar seus rumos. Seu argumento, de enveredar por candidatura própria, é de alto risco e carece de sustentação política.

Do outro lado, o fato novo vai obrigar o campo da oposição a formar uma chapa forte, mas deixando a sensação, desde já, que sobrou apenas uma vaga ao Senado, já que a outra deverá ser conquistada por Dilma. Como o pré-candidato a governador do campo oposicionista, Antonio Anastasia (PSDB), terá que dar o troco e montar chapa forte, mas, a partir de agora, poucos vão querer entrar na briga pela vaga ao Senado. Cotados para a missão, Rodrigo Pacheco (DEM) e Dinis Pinheiro (Solidariedade), que, hoje, são pré-candidatos a governador, não deverão aceitar mais a proposta. Terão que conversar mais.

A candidatura de Dilma, por outro lado, não parece ajudar a recandidatura de Pimentel, que está em riscos diante das pendências administrativas de seu governo, como o parcelamento de salários em três vezes para parcela do funcionalismo e o atraso nos repasses constitucionais dos municípios. Para isso, pretende vender 40% das ações da Codemig, a estatal do nióbio, coisa de R$ 6 a 8 bilhões. Sem isso, a missão ficaria impossível.

 
 
 

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