Eleição traz ao governante aquilo que Temer não tem: legitimidade

15.03.2018

Divulgaram a pesquisa da CNI/Ibope, na terça (13), que apenas quantifica o que todos já sabíamos. Por que haveria razão de haver otimismo com as questões referentes à política? De acordo com o dado, 44% dos brasileiros estão pessimistas com as eleições presidenciais deste ano. Se estivessem otimistas, estariam em outro país, mas o brasileiro não pode se esquecer que são exatamente as eleições e sua participação mais constante na política, no sentido de construção, que podem trazer avanços. Eleição, além de trazer mudanças, traz algo muito caro à política e à administração pública, que é a legitimidade, exatamente o que falta ao atual governo e ao seu presidente.

Ora, um governante eleito pelas urnas passa antes pelo crivo de uma campanha eleitoral, quando apresenta suas propostas de gestão, as discute com a sociedade, é sabatinado, debate com os concorrentes, se expõe e ouve muita gente, enfim, ele consolida um projeto que poderá ter apoio, pelo menos, da maioria que o elegeu. Veja, por exemplo, o caso da reforma da Previdência, que mexe com nossas aposentadorias. Se ela for realmente necessária, como dizem, então que se discuta, debata intensamente a proposta durante a campanha e nos convença.

Se o candidato que for eleito, mesmo adiantando que mexerá na previdência, então, não será um golpe sobre a vida do brasileiro. Estarão todos sabendo que ele fará isso porque seria necessário e estaríamos todos convencidos. Que vai ter esse ou aquele limite, restrição e que quem já tem direitos conquistados não pode ser lesado. Enfim, várias questões a serem pactuadas.

Se você elege um presidente, ou uma presidente, ele ou ela não poderá ser destronado por um grupo político oportunista. Se o governo não estiver bem, façamos uma espécie de recall, pedindo novamente a avaliação da população, não de um grupo que quer chegar ao poder pelo caminho do assalto. Essas coisas, então, precisam ser aperfeiçoadas para evitar a frustração e o pessimismo, que, ao final, são positivos até para provocar as mudanças e o amadurecimento.

 

A pesquisa CNI/Ibope Retratos da Sociedade Brasileira foi feita pelo Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), apontando que a corrupção (30%), a falta de confiança nos governantes e candidatos (19%) e a falta de confiança nos pré-candidatos (16%) estão entre os principais motivos de incredulidade dos brasileiros. O levantamento ouviu, entre os dias 7 e 10 de dezembro de 2017, cerca de 2.000 pessoas em 127 municípios brasileiros.
FOTO REPRODUÇÃO EBC:

 

 

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