Politização do Carnaval pode enterrar de vez a reforma da Previdência

Está chegando a hora dela e de seu fim. Não é mais dia 19 ou 20, mas o final do fevereiro. E se depender da festa mais bonita e alegre do planeta, o Carnaval vai levar a reforma junto e só voltará no ano que vem, em outro governo, que, além de ser eleito nas urnas, portanto, legítimo, contará com mais credibilidade para começar do começo. E o que é mais importante, ouvindo o país. Não se pode fazer uma reforma desse tamanho com uma proposta para agradar apenas ao tal mercado, banqueiros, bolsas.

Foram, até agora, 15 meses de tramitação e, pelo menos, 10 adiamentos. Quando foi apresentado, o governo tinha base parlamentar suficiente, mas teve que gastá-la contra duas denúncias que poderiam desmontá-lo e a seu presidente. Além disso, o governo não fazia ideia do que representa ano eleitoral para mudanças como essa, não fazia até ontem (13 de fevereiro), mas o Carnaval exibiu alegria com os protestos.

Apenas os mais otimistas, e os que levam vantagens com isso, acreditam que os 308 votos necessários à sua aprovação serão alcançados. A semana que vem será o termômetro desse desastre anunciado. A discussão em plenário, desta vez, começa na próxima terça e, tudo indica, só não será derrotada porque, pela falta de apoio, deverá ser retirada de pauta e engavetada, para evitar um vexame maior. Se tentar de novo, em outra data, só aumentará o vexame.

A tese que prevalece em Brasília é de que “pior para o governo é colocar e perder do que não colocar”, ou seja, acreditam que, se não votar, é possível manter o tema vivo e retomá-lo depois das eleições, mas, se perder agora, já era, o governo acaba de vez.

Mudanças desse tipo, como aconteceu na Argentina, devem ser feitas no primeiro ano de mandato, depois que o assunto tenha sido discutido, de forma ampla e aberta, desde a campanha eleitoral.

Quando fala de rombo na previdência, por exemplo, essa reforma deveria focar e atacar os verdadeiros privilégios. No entanto, o que fazem?, querem mexer em direitos, sem regra de transição, de contratos que foram assinados há mais uma, duas ou três décadas.

FOTO REPRODUÇÃO BHAZ: Desfile da Tuiuti criticou a reforma Trabalhista

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