Carnaval politizado: folia de BH e do país carregou nos protestos

Então, brilhou novamente o Carnaval de Belo horizonte, como também em todo o país, mas o da capital mineira mexe mais com a gente, porque, há seis anos, tínhamos que sair para o interior ou Salvador. Rio, Recife, entre outros. Agora, ficamos todos aqui em um carnaval em completa transformação e protagonismo. De acordo com as novas pesquisas, feitas virtualmente, BH é o segundo melhor carnaval do país, ou o segundo mais procurado. Seja qual for a posição nesse ranking, o fato é que o Carnaval de Belô não deve nada a nenhum outro de outros estados.

Centralizado ou descentralizado, politizado na igualdade social, contra racismo, escravidão e leis trabalhistas: uma diversidade das bandeiras, respeito às mulheres; a companha contra o assédio foi a grande mensagem deste Carnaval. Esperamos que seja para o ano todo. Alguém duvida do nível de politização da folia? Tem mais.

No Sambódromo também houve protestos, com críticas aos políticos e a seus malfeitos. A Escola de Samba Paraíso do Tuiuti apresentou em uma ala, chamada “guerreiros da CLT”, trazia uma carteira de trabalho chamuscada e o operário tinha vários braços, sinalizando a sobrecarga de tarefas. Outra ala, “Trabalho informal”, referia-se à precarização do trabalho. A escola ainda levou um vampiro com uma faixa presidencial em homenagem a Michel Temer.

Patos amarelos, como aqueles da Fiesp nos protestos a favor do impeachment de Dilma Rousseff (PT) na avenida Paulista, deram a presença, com foliões desfilando como se fantoches fossem. Agora, voltando à rotina, tem reforma da previdência prevista para a semana que vem.

FOTO REPRODUÇÃO BHAZ: Um vampiro desfilou com faixa presidencial em homenagem a Temer

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