Alternativas de Lula e do PT para sucessão presidencial

30.01.2018

O ex-presidente Lula (PT) deve recorrer ao Tribunal Regional Federal (TRF-4) da sentença que o condenou com embargos declaratórios. Ao encerrar essa fase, e confirmada a ordem de prisão, terá a opção de buscar habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) ou no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A favor do petista, ainda é possível que o STF reveja o entendimento que permite prisões após a condenação em segunda instância, como é o caso atual dele. Hoje, há tendência, entre os ministros da alta corte, de alterar o entendimento para esperar que, pelo menos, um tribunal superior analise o caso, o STJ, para que a sentença condenatória seja aplicada ou não.
Não há sinais de reviravolta no caso; sendo assim, o ex-presidente Lula estaria fora do páreo. Por conta da segunda condenação, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderá indeferir o registro de sua candidatura. Por estratégia e otimismo, o PT tem sustentado que a candidatura Lula irá até o final.
É impossível antecipar o futuro, mas já há alguns cenários prováveis. Inicialmente, é claro que Lula e PT são os que mais perdem. A primeira pergunta é saber se o PT irá apostar em um candidato substituto. A ideia seria incentivar o vice, que fará campanha ao lado de Lula, enquanto ele puder ficar no posto de pré-candidato ou candidato, a ocupar o lugar dele. O nome mais cotado seria o do ex-governador baiano Jaques Wagner (PT).
Até lá, os petistas e aliados vão difundir a ideia de que o ex-presidente é um perseguido político, uma vítima. Com toda a certeza, o julgamento, eventuais prisão e impedimento de sua candidatura não irão derrubar a convicção de seus seguidores e aliados de que ele é um mito e uma liderança popular, com influência sobre boa parte do eleitorado. A candidatura de Lula tem sido sua principal defesa e bem-sucedida nesse sentido; tanto é que ele está à frente nas pesquisas.
Se ele não puder concorrer, sua liderança e situação vão permitir que o PT construa, assim, um caminho alternativo para transferir os votos do Lula até o dia da votação. Se ele for preso, vai favorecer ainda mais o papel dele na eleição. Lula já elegeu Dilma Rousseff, em 2010, mas, naquela época, a economia estava em alta, e o ex-presidente estava surfando na alta popularidade.
De outra forma, também saem ganhando todos os concorrentes de centro esquerda, como Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede). Sem Lula, não há como esperar consenso na esquerda, até porque todos querem e podem crescer ao lançar seus próprios candidatos.
No campo adversário, a extrema direita sai favorecida. Pode ser com Jair Bolsonaro (PSC), que perde o contraponto, já que ele cresceu na esteira do antilulismo. Outro que ganharia sem Lula é o tucano Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, ou, ainda, o apresentador Luciano Huck (sem partido).

FOTO Itaberaba em Foco: Jaques Wagner pode ser o sucessor de Lula na sucessão presidencial

 


 

 

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