'Doente',Temer acha que pode influenciar na sucessão

12.01.2018

Entre exames, consultas e pequenas cirurgias, Temer acha que pode influenciar na sucessão presidencial, mas a doença maior dele não é esta que os médicos estão cuidando. Está no campo político, um diagnóstico do qual não existem remédios ou cirurgias. Estou falando da impopularidade inédita na história de um presidente da República, por conta de situações óbvias, começa com a ilegitimidade do cargo que ocupa (não foi eleito e tomou o poder para si), depois, pelas consecutivas denúncias e provas que destruíram sua reputação e, por último, por fazer mudanças e reformas que afetam todos os segmentos da população, como as reformas trabalhista, já aprovada, e a da previdência, de difícil aprovação.

A pergunta que fica é que quem vai querer o apoio dele na eleição presidencial? Ele não quer ficar isolado e, por isso, faz esses gestos, acenando para os pré-candidatos Geraldo Alckmin, do PSDB, Rodrigo Maia, do DEM, e até Henrique Meirelles, seu ministro da Fazenda, pelo PSD.

Com as recentes manifestações, Temer quer mostrar que ainda é um ator importante para a sucessão presidencial, mas não será. A partir de abril deste ano e das convenções partidárias, ele deverá ser esquecido e as atenções se voltarão para os concorrentes na disputa.

FOTO WILSON DIAS/AGÊNCIA BRASIL: Com Meirelles, Temer concede coletiva à imprensa

 

 

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