Maioria do PMDB mineiro envia carta a Jucá por aliança com o PT

08.11.2017

Três dias após encontro com o presidente nacional do PMDB, senador Romero Jucá (RR), cinco dos seis deputados federais do e cinco dos 13 deputados estaduais do partido, além de dois membros da executiva mineira, protocolaram no diretório nacional, no dia 27 de outubro, ofício no qual defendem aliança com o PT do governador Fernando Pimentel nas eleições de 2018. O documento foi recebido por Jucá no dia 31 e reafirmou a opção do grupo pela reedição da coligação, além de ignorar a tese da candidatura própria, defendida pelo presidente estadual e vice-governador Antônio Andrade e pelo pré-candidato a governador e deputado federal Rodrigo Pacheco, o único que não assinou o pedido.

Como feito na audiência do dia 24 passado, o grupo solicitou manifestação expressa de Jucá garantindo a liberdade de coligação sob o risco de haver debandada no partido, que, de acordo com o documento entregue, já houve migração de quadros para outros partidos “diante da instabilidade criada por Antônio Andrade”. Pacheco, igualmente, é citado como outro responsável pela mesma divergência.

Há desconfiança desse grupo, que é liderado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes, um dos principais aliados do governo Pimentel, de que Antônio Andrade possa impedir a aliança com o PT por meio de intervenção do diretório nacional. Ao defender a reedição da aliança com o PT, Adalclever e aliados justificam que a coligação feita em 2014 trouxe bons resultados para o partido, como a eleição de um bom número de deputados com apenas 50 mil votos e a conquista de quatro secretarias no governo estadual. “Nós construímos juntos a eleição e o governo do governador Fernando Pimentel”, reforçou o secretário de Saúde, Sávio Souza Cruz (PMDB).

“Com essa aliança, poderemos ampliar as bancadas federal e estadual”, apontou o documento enviado a Jucá, advertindo ainda que, no ano passado, durante as eleições municipais, Andrade e Pacheco tentaram inviabilizar a unidade interna com decisões unilaterais. Para isso, citam duas situações, o apoio dado ao candidato derrotado para a Prefeitura de Belo Horizonte, o tucano João Leite, e a não recondução do presidente regional da Fundação Ulysses Guimarães, Ângelo Tadeu. “O partido e a fundação não são propriedade privada dele”, criticaram no documento, referindo-se a Andrade.

Além de Adalclever e Sávio, assinam o ofício a Jucá, os deputados estaduais Tadeu Leite, Vanderlei Miranda e João Magalhães e os federais Newton Cardoso Jr., Saraiva Felipe, Fábio Ramalho, Leonardo Quintão e Mauro Lopes. Da executiva, assinaram Newton Cardoso, ex-governador, e Ângelo Tadeu, ex-presidente regional da Fundação Ulysses Guimarães.

Ainda ontem, foi realizada reunião da executiva estadual, na qual esse grupo, que se diz majoritário, cobrou prestação de contas de Andrade. Durante o evento, foi lançado, pelo grupo de Adalclever, o nome do presidente do PMDB jovem e vice-presidente da Rede Minas, Felipe Piló, como pré-candidato ao Senado nas eleições do ano que vem.
FOTO REPRODUÇÃO: Carta enviada pelo PMDB mineiro a Jucá

 

 

 

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