Medo da morte política aborta mais uma reforma

Se há uma coisa que os políticos com mandato mais temem é a morte política, ou seja, não serem reeleitos, razão pela qual resistem a mudar a regra do jogo. Por isso, a tendência é não aprovarem mudança alguma para as eleições do ano que vem. Rejeitaram, na terça (19), mudar o sistema proporcional de votação, ou seja, continuará sendo a soma os votos obtidos pelo candidato e pelo do partido, em vez do distritão, no qual seriam eleitos os mais votados individualmente, sem qualquer influência ou valor de partidos.

Outra prometida mudança, o fim das coligações, ficou para 2020. Os deputados aprovaram, nessa quarta (20), o fim das coligações para as eleições de deputados e vereadores, mas a nova regra não será aplicada na disputa do ano que vem. Acordo estabeleceu que só valerá a partir de 2020. Foram 348 a favor, 87 contra e 4 abstenções. Falta agora definirem o sistema de financiamento eleitoral das campanhas. Terão que aprovar alguma nova regra porque hoje só podem ser feitas doações de pessoas físicas e de maneira limitada. E sem financiamento, só os mais ricos, ou que tenham amigos abonados, poderão se manter, além, é claro, dos muito conhecidos. A decisão foi adiada para a semana que vem.

Foto Luis Macedo/Agência Câmara: Deputados rejeitam mudanças para eleições de 2018

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